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A Profundidade

Extensão: 2.644 palavras | Leitura: 14 min

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Jota parou o Gol bolinha 2003 cinza a cinquenta metros da beirada da Pedreira do Orleans.

Sol queimando o concreto rachado, calor subindo do chão como vapor.

Ar pesado, sufocante, mais de trinta graus fácil.

Asfalto da estrada grudando no pneu do Gol.

44 anos, 1,83 m, 110 kg, camiseta regata vinho, rasgada nos ombros e grudada no corpo de suor, marcas nas palmas latejando desde que saiu de casa.

O ímã de geladeira do Posto Esso, retangular, cinza fosco com logo quase apagado, no bolso da calça — sem brilho, sem calor, só plástico barato e memória morta. Sem família presente, o ímã não acendia.

No bolso esquerdo, o isqueiro amarelo – o sobrevivente – roçou os dedos, acendendo uma chama rápida que dançou no vento quente da pedreira antes de morrer.

A pedreira era uma ferida aberta no oeste de Curitiba.

Exploraram pedra ali por décadas.

Depois abandonaram.

O buraco encheu de água.

Azul petróleo.

Profunda.

Ninguém ligou.

Até a cidade crescer descontrolada.

Até o aquecimento global apertar.

Até a água faltar.

Aí lembraram da pedreira.

Bombeavam quando precisavam.

Esvaziavam quando a cidade tinha sede.

Drenavam tudo até expor o fundo cinza-azulado.

Pedra nua, explorada, antiga.

E quando paravam, a água voltava.

Azul petróleo.

Profunda.

Devagar.

Persistente.

Estágio por estágio.

Foi ali que surgiu mais um desafio.

A subida.

Ninguém sabe quando começou.

Ninguém sabe quem criou.

Só surgiu.

Depois que esvaziaram pela primeira vez.

E em vários lugares do mundo, a mesma coisa.

Pedreiras. Poços. Minas.

Lugares esquecidos que foram redescobertos.

Explorados de novo.

E algo acordou.

Hoje alguém tentava o estágio quatro.

O cinco esperava.

O seis.

O sete.

Completar as sete fases dava o prêmio.

Cada fase com a mesma dificuldade pra todos.

Mas única pra cada pessoa.

A pedreira se moldava.

Criava o desafio.

Satogos estava na fase quatro.

Precisava passar pela sete.

Poder.

Habilidade.

Algo que mudava quem chegava lá.

Jota sabia.

Ele tinha chegado.

Tentou várias vezes até conseguir vencer as sete fases dele.

Ganhou as marcas nas palmas.

O poder de reverter.

Tentou de novo depois, só pra testar.

Venceu.

Sem prêmio.

Confirmou: só dá uma vez.

Repetir não adianta.

Agora era a vez de Satogos.

Ela estava na fase quatro.

Se passasse pela sete, ganharia o poder dela.

Rosquinha andava de um lado pro outro na beirada, Fusca branco estacionado torto, duas rodas quase penduradas no vazio.

Suor escorrendo pela testa, mãos nos bolsos, tirando, colocando, olhando o relógio a cada vinte segundos.

— Ela vai conseguir — murmurou, mais pra si mesmo que pra Jota.

GlubGlub — Leandro Costa pra certidão, mas ninguém chamava assim faz anos — estava encostado numa pedra grande, braços cruzados, boné do X-Tudo da TV Cultura puxado pra frente, relíquia desbotada, óculos escuros refletindo o abismo.

Calmo demais.

Quieto demais.

— Você passou dessa de primeira, né, Chô? — ele disse, voz baixa, sem tirar os olhos do fundo.

Jota não respondeu.

Só ficou olhando pra baixo.

Lá no fundo,

Satogos Cruel.

Enfrentando a fase quatro dela.

Morena alta.

Cabelo longo, liso, castanho-escuro, solto, voando com o vento que subia do abismo.

Olhos verdes claros, gélidos, que atravessavam distância como faca.

Tatuagens cobrindo o braço esquerdo inteiro — dragão, flores, símbolos de poder.

Blusa preta justa grudada no corpo pelo suor.

Ela andava devagar.

Sem pressa.

Como se o tempo fosse dela.

Como se o mundo se ajustasse ao redor dela.

Jota sentiu as marcas nas palmas pulsarem forte.

Rosquinha parou ao lado dele.

— Você acha que ela consegue?

— Ela sempre consegue — Jota disse.

— Mas e se dessa vez…

— Ela consegue.

Rosquinha olhou pra ele, depois pra baixo.

— Você tá apaixonado por ela, né, Chô?

Jota não respondeu.

Porque sabia.

Sabia que Rosquinha sabia.

Sabia que qualquer resposta ia doer.

Então ficou em silêncio.

O silêncio que os dois conheciam bem.

Silêncio que dizia:

Sim, estou.

E eu sei que você me ama.

E eu te amo.

Só não desse jeito.

Nunca vai ser desse jeito.

E me desculpa.

Mas era verdade.

Apaixonado.

Completamente.

E se ela quisesse, ele estaria ali.

Fácil.

Sempre esteve.

GlubGlub cuspiu no chão, ajeitou o boné.

— Paixão ou não, ela tá demorando.

Rosquinha ficou olhando Jota olhar pra ela.

O jeito que Jota olhava.

Como se só ela existisse no mundo.

Como Rosquinha gostaria de ser olhado.

Mas nunca seria.

Nunca.

E não aguentava mais assistir.

Rosquinha não aguentou esperar.

Não era a espera.

Era a dor.

Era ver o homem que amava amar outra pessoa.

Era saber que se ela completasse as sete fases, ficaria ainda mais especial.

E Jota amaria ela ainda mais.

E Rosquinha perderia de vez.

Precisava sair dali.

Agora.

Antes de desmoronar na frente dele.

Deu meia-volta, correu pro Fusca branco, abriu a porta com força, entrou, bateu.

Ligou o motor.

O barulho do Fusca cortou o silêncio da pedreira como faca velha.

— Que porra você tá fazendo? — Jota gritou.

Rosquinha não respondeu.

Engatou ré.

Pisou fundo.

O Fusca saiu cantando pneu no cascalho solto.

Derrapou.

Perdeu o controle.

A traseira bateu numa rocha.

O carro capotou.

Uma vez.

Duas.

Vidros explodindo em mil pedaços.

Metal amassando como papel.

Poeira subindo.

Roda girando no ar.

Capô fumegando.

Jota sentiu algo rasgar dentro do peito.

Rosquinha.

Não podia perder Rosquinha.

Mesmo sabendo.

Mesmo não podendo dar o que Rosquinha queria.

Não podia perder o amigo.

Como naquela noite.

Quando as marcas sangraram pela primeira vez.

Por ela.

Esticou a mão direita, dedos abertos, tremendo.

Pensou: volta.

As marcas nas palmas abriram de vez, sangue fino escorrendo entre os dedos.

O tempo travou.

O Fusca parou no ar, meio segundo antes de bater no chão.

Giros pararam.

Os cacos de vidro flutuaram, voltaram pro lugar como filme de trás pra frente, colaram sozinhos no para-brisa com som de sucção abafada.

Metal se endireitou com rangido invertido, amassados sumindo, lataria lisa de novo.

O carro girou devagar no ar, uma mão invisível o colocando de pé.

Pousou.

As quatro rodas no chão.

Motor ainda ligado, ronronando tranquilo, como se nada tivesse acontecido.

A poeira caiu de volta pro chão.

Jota fechou a mão, puxou o ar com força.

As marcas nas palmas queimaram como ferro em brasa.

Rosquinha saiu cambaleando.

Pálido.

Olhos arregalados.

— Caralho, Chô…

Olhou pra Jota.

Viu o sangue escorrendo das mãos dele.

E entendeu.

Jota sangraria por ele.

Mas não do jeito que ele queria.

— Você… você fez isso?

Jota não respondeu.

Só apertou os punhos, o sangue pingando no cascalho cinza.

Os dois sabiam.

Sempre souberam.

GlubGlub assobiou baixo, impressionado.

— Porra, mano. Isso aí é novo?

— Não sei — Jota disse, voz rouca. — Só acontece quando precisa.

GlubGlub cuspiu no chão, olhou pra Satogos lá embaixo.

— Desde aquela noite com ela, né? Você ficou diferente.

Rosquinha engoliu seco.

Olhou pra baixo.

Satogos Cruel avançava.

Calma.

Sem olhar pra cima.

Rosquinha voltou pro lado de Jota, tremendo.

— Ela tá conseguindo.

— Tá — Jota disse.

O chão tremeu.

Pequeno.

Mas tremeu.

Uma rachadura se abriu na beirada, cinco metros de onde estavam.

Poeira cinza caiu no abismo.

GlubGlub deu um passo pra trás.

— Isso aqui não tá seguro.

— Nunca esteve — Jota respondeu.

De repente, alguém falou do nada:

— O desafio tem sete níveis. Cada um mais difícil. O último é sempre o mais perigoso.

Os três viraram.

Rand Oliveira estava ali.

Macacão azul de técnico, ferramentas penduradas no cinto, prancheta na mão.

Cabelo curto, olhos cansados, postura de quem já viu coisa demais.

Um cheiro leve de óleo de máquina pairava no ar ao redor dele.

Ninguém viu ele chegar.

Ele só… estava.

— Rand? — Jota piscou. — Quando você chegou?

Rand apontou pra baixo com a caneta.

— Ela tá no quinto nível. Faltam dois.

GlubGlub franziu a testa.

— Como você sabe?

Rand deu de ombros.

— Já vi isso antes. A estrutura se repete.

Olhou pra Jota.

— O seu tinha sete também.

Anotou algo na prancheta.

Guardou.

Olhou pros três.

— Cuidado com a rachadura. Vai abrir mais.

Virou as costas.

Caminhou três passos.

O ar gelou por um segundo.

Sumiu.

Literalmente.

Como se tivesse atravessado uma porta invisível.

Rosquinha balançou a cabeça.

— Lá vai ele de novo, Chô.

— Sempre faz isso.

GlubGlub cuspiu de novo.

— Fantasma filho da puta.

Satogos Cruel estava chegando perto do final.

Olhou pra cima pela primeira vez.

Direto pra Jota.

Olhos que o desejavam antes mesmo dele saber.

Olhos que viram o sangue dele escorrer naquela noite.

Olhos que sabiam o preço.

Sorriu.

Pequeno.

Cruel.

Mas por trás da crueldade, algo mais.

Algo que ela escondia bem.

Medo.

De se ferir.

De se entregar.

De que ele se machucasse de novo.

Por ela.

E continuou andando.

O chão tremeu de novo.

Mais forte.

Uma rachadura longa abriu entre os pés de Jota e os outros, serpenteando até a beirada.

Poeira cinza caiu no abismo como nuvem.

GlubGlub pulou pro lado.

— Porra, vamos sair daqui!

— Ainda não — Jota disse.

Rosquinha segurou o braço dele.

— Chô, ela tá conseguindo. A gente viu. Chega.

— Ainda não.

Satogos Cruel chegou ao topo.

Completou a fase quatro.

Parou.

Olhou pra cima.

Olhos verdes brilhando no sol que batia na água lá embaixo.

Cabelo longo voando com o vento que subia do fundo.

Tatuagens pulsando no braço esquerdo como se estivessem vivas.

Blusa preta grudada pelo suor, corpo tenso, músculos marcados pelo esforço da subida.

Postura de rainha absoluta.

Mas nos olhos, por um segundo,

Jota viu.

Vulnerabilidade.

Desejo.

Medo de se ferir.

Medo de que ele se machucasse de novo.

E uma mensagem silenciosa:

Espera por mim.

Mas me deixa chegar sozinha.

Sem você sangrando.

Depois a gente se encontra.

E ele pensou:

Eu gostaria de ser.

O homem.

Pra ela.

Mas não tinha certeza.

Ela não deixava.

Ela sorriu de novo.

Mais lento.

Levantou a mão direita.

Acenou.

Pequeno.

Delicado.

Como quem diz “tchau, amor” pra alguém que nunca vai ver de novo.

Mas também como quem diz “espera por mim, só mais um pouco”.

E falou, voz baixa mas clara como sino:

— Foi só uma vez, Geraldo. Relaxa.

A frase chegou até Jota como se ela tivesse gritado.

Duas camadas.

Uma pro mundo ouvir.

Outra só pra ele.

“Transamos só uma vez, não fica neurótico.”

E por baixo, mais fundo, onde só eles dois sabiam:

“Você usou seu poder por mim só uma vez. Não precisa sangrar de novo. Me deixa vencer sozinha.”

Rosquinha e GlubGlub não ouviram.

Ou fingiram que não.

Jota sentiu as marcas nas palmas queimarem de novo, mas sem sangue dessa vez.

Só dor seca.

E entendeu.

Não era crueldade.

Era defesa.

Ela também sentia.

Mas tinha medo.

Medo de se entregar.

Medo de que fosse real demais.

Medo de que ele usasse o poder de novo.

Por ela.

E ela precisava vencer sozinha.

Sem ele sangrando.

Sem ele se machucando.

Só depois.

Quando provasse que conseguia.

Aí sim.

E ele gostaria de ser o homem dela.

Gostaria muito.

Mas ainda não sabia se era.

Ela não deixava ele ter certeza.

E se fosse certo, então podia esperar mais um pouco.

Porque o que é certo não tem pressa.

Satogos deu um último passo.

Completou o desafio.

Pisou em terra firme.

Passou por eles.

Olhou pra Jota mais uma vez.

Sorriso ainda lá.

Mas nos olhos verdes, algo diferente.

Promessa silenciosa.

“Ainda não. Mas talvez.”

Virou o rosto.

E foi embora.

O vento parou.

O chão parou de tremer.

A pedreira voltou ao silêncio.

Rosquinha caiu de joelhos.

— Ela conseguiu, Chô…

GlubGlub tirou o boné, passou a mão no cabelo.

— Porra. Realmente conseguiu.

Jota ficou em pé.

Olhando o lugar onde ela tinha estado.

Onde ela tinha passado.

Sem tocar nele.

Mas olhando.

Sempre olhando.

As marcas nas palmas pararam de doer.

O vento voltou.

Quente.

Seco.

Jota olhou pra baixo.

A pedreira já estava diferente.

O desafio dela tinha acabado.

Agora era só água parada de novo.

Rosquinha levantou, cambaleando.

— Ela ganhou.

Jota não respondeu.

Porque não era vitória.

Era espera.

Era promessa.

Era “ainda não, mas talvez”.

O Fusca branco de Rosquinha sumiu na curva da rua de cascalho, poeira cinza subindo atrás como fumaça de despedida.

Jota ficou olhando até o carro desaparecer.

Sabia por que Rosquinha tinha ido embora tão rápido.

Sabia.

E doía não poder fazer nada.

Amava o amigo.

Mas não daquele jeito.

Nunca seria daquele jeito.

GlubGlub bateu no ombro de Jota.

— Vou nessa também. Preciso de uma cerveja. Ou dez.

Saiu andando devagar, mãos nos bolsos, boné torto.

Jota ficou ali mais um minuto.

Olhando a pedreira voltar ao que era.

Água azul petróleo.

Silêncio absoluto.

O ímã do Posto Esso no bolso estava apagado.

Plástico morno do calor.

Sempre apagado quando não havia família por perto.

Marcas nas palmas pararam de sangrar, mas ainda doíam.

Ele virou as costas.

Caminhou até o Gol bolinha.

O cadarço direito soltou no cascalho cinza.

Ele parou.

Amarrou devagar.

Notou uma gota de sangue seco da palma pingar no buraco do dedão.

Entrou no carro.

A mochila laranja escorregou do banco e caiu com tudo.

O caderno marrom bateu no assoalho.

Ligou o motor.

O 1.0 tossiu, reclamou, pegou.

Saiu do Orleans sem olhar no retrovisor.

Curitiba seguia igual.

Trânsito na Kennedy.

Gente no ponto de ônibus.

Biarticulado buzinando na Afonso Camargo.

Jota dirigiu sem destino por um tempo.

Passou pelo Batel.

Pelo Centro.

Pela Praça Tiradentes.

Parou num sinal vermelho.

Olhou pela janela.

Lotérica.

Estacionou.

Entrou.

Pegou um volante de Lotofácil.

Marcou dois jogos rápidos.

Números que nunca acertavam.

O terceiro deixou em branco.

E marcou também a surpresinha.

Entregou no caixa.

A mulher digitou, imprimiu, entregou o canhoto.

— Boa sorte.

Jota dobrou o papel, enfiou no bolso junto com o ímã morno do calor.

Saiu.

Entrou no Gol.

Pegou o caderno marrom do chão.

Abriu na primeira página em branco.

Rabiscou na margem rasgada:

fase quatro
espera
promessa

Fechou.

Jogou no banco.

Ficou ali parado, motor ligado, olhando o para-brisa sujo.

Pensou nela.

Satogos Cruel completando a fase quatro.

Acenando.

Sorrindo.

Olhos verdes dizendo “espera”.

“Foi só uma vez, Geraldo. Relaxa.”

Mas ele lembrava.

Daquela noite.

As marcas sangraram pela primeira vez.

Ela viu.

Tocou no sangue dele.

Entendeu o preço.

Transaram.

No dia seguinte, tinha sumido.

Porque sabia que tinha a pedreira pela frente.

E não podia deixar ele se machucar de novo.

Por ela.

Ele sentia que se gostavam.

Sentia.

Mas não entendia por que não estavam juntos.

Não entendia ela.

Não entendia o afastamento.

Só sabia que ela tinha suas razões.

Suas escolhas.

E ele não queria interferir.

Não queria abusar.

Queria se sentir amado.

Mas ela não deixava ele ter certeza.

E isso doía.

Mas ele esperava.

Porque respeitar as escolhas dela era a única forma de amá-la direito.

Olhou o canhoto no painel.

— Dessa vez vai.

Não era mentira.

Era fé.

Guardou no bolso.

Engatou marcha.

O Gol bolinha tossiu, pegou a rua, desapareceu no trânsito.

A pedreira do Orleans ficou. 

Silenciosa.

Esperando o próximo desafiante.

E Jota seguiu.

Porque sempre seguia.

Porque esperar não é desistir.

Porque ela disse “relaxa”.

E ele acreditou.

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Sinopse Narrativa:

Jota acompanha Satogos Cruel enquanto ela tenta a fase quatro do desafio da Pedreira do Orleans. Rosquinha, que ama Jota de forma não correspondida, entra em colapso emocional, foge de carro e capota — mas Jota usa seu poder de reversão (marcas nas palmas que sangram) para desfazer o acidente. Satogos completa a fase quatro e sobe, trocando com Jota um aceno e uma mensagem de dupla camada: "foi só uma vez, Geraldo. Relaxa." O conto explora amor não correspondido em triângulo e a espera como forma de respeito.

Gênero Realismo Mágico
Tom Esperançoso, Melancólico, Tenso
Timeline Curitiba
Versão Jota Poderes
Categoria Amizade, Amor não correspondido, Poderes
Itens Essenciais Caderno marrom de capa dura, Camiseta regata vinho, Gol Bolinha Cinza Urban 2003, Ímã (posto Esso), Isqueiro amarelo (o sobrevivente), Mochila laranja, Tênis surrado
Temas Amor não correspondido, espera e respeito, poder e custo físico
Locais Afonso Camargo, Batel, centro, Curitiba, Kennedy, Pedreira do Orleans, Praça Tiradentes
Palavras-Chave desafio da pedreira, espera, fase quatro, marcas nas palmas, reversão, Rosquinha, Satogos, triângulo amoroso
Jota possui o poder de reverter eventos — manifesta-se por marcas nas palmas que sangram. Conquistou o poder completando as sete fases da pedreira. O poder só funciona "quando precisa" e foi ativado pela primeira vez por Satogos numa noite em que eles transaram. Rand Oliveira aparece misteriosamente (macacão azul, prancheta, cheiro de óleo), informa sobre o desafio e desaparece atravessando porta invisível. Jota compra Lotofácil ao final. Primeira menção explícita ao poder de reversão de Jota e às marcas nas palmas como elemento sobrenatural fixo.
 

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