Capa do Capítulo

Mesquita na Areia

Extensão: 2.434 palavras | Leitura: 13 min

Faça login para acompanhar.

O deserto se estende até o horizonte. Areia branca. Céu azul sem nuvens. Sol que queima a pele em segundos. O calor sobe do chão em ondas visíveis. Nada cresce. Nada se move. Só o vento carregando grãos finos que arranham o rosto.

No meio do nada: a mesquita.

Grande. Imponente. Cúpula dourada refletindo luz como segunda estrela. Minaretes altos apontando pro céu. Paredes brancas cobertas de azulejos azuis e verdes formando padrões geométricos que repetem até o infinito. Porta de madeira entalhada. Tapetes vermelhos cobrindo o chão de pedra fria.

Jota chega pela entrada lateral. Mochila laranja no ombro. Camiseta regata vinho grudada de suor. Calça jeans clara com areia grudada nos bolsos. Tênis surrado fazendo barulho no mármore. Cadarço direito solto. Dedão esquerdo aparecendo pelo buraco.

Daslu está ao lado. Vestido longo branco. Cabelo loiro platinado preso. Óculos escuros escondendo os olhos âmbar. Ela não fala. Dois passos atrás, olhos acompanhando cada gesto dele como quem vigia uma briga que ainda não começou.

Alguém se aproxima. Homem alto. Roupa ocidental. Camisa de botão bege. Calça social marrom.

— Você é o Jota?

— Sou.

— Bom. — O homem aponta pra dentro da mesquita. — Você organiza isso aqui.

Não é pedido. É ordem.

Jota assente.

Dentro: caos controlado.

Cristãos de um lado. Muçulmanos do outro. Alguns grupos menores espalhados. Judeus. Budistas. Gente sem religião nenhuma. Todos ali. Todos esperando algo. Ninguém sabe exatamente o quê.

Jota caminha entre os grupos. Daslu dois passos atrás. Sempre dois passos.

Ele vê o homem de barba grisalha. Líder dos cristãos. Bem-vestido. Bem-falado. Rodeado por fiéis que sorriem quando ele fala. Mas quando um muçulmano de turbante passa perto, o sorriso congela. Os olhos ficam duros. O corpo enrijece.

Jota percebe. Todo mundo percebe. Ninguém comenta.

Ele se aproxima.

— Você precisa mover seu grupo pro lado oeste.

O homem franze a testa.

— Por quê?

— Porque eu tô pedindo.

Silêncio. O homem avalia. Os olhos dos fiéis também. Depois:

— Tudo bem.

Eles se movem. Devagar. Reclamando baixo. Mas se movem.

Jota continua. Apontando. Organizando. Separando. Mediando. A voz firme. O gesto curto. A autoridade que lhe deram pesando nos ombros como manto invisível.

Uma mulher se aproxima. Jovem. Véu branco cobrindo o cabelo. Olhos baixos.

— O padre quer falar com você.

Jota segue ela até um canto. O padre está ali. Velho. Batina preta surrada. Mãos trêmulas segurando um rosário.

— Obrigado por organizar isso — ele fala. Voz rouca.

Jota assente.

E então vê.

A irmã do padre. Atrás dele. Segurando algo na mão. Bolacha pequena. Redonda. Ela tenta esconder quando os olhos de Jota cruzam os dela. Coloca atrás das costas. Rápido demais.

O padre vira o rosto. Disfarça. Olha pra parede como se estivesse admirando os azulejos.

Jota não pergunta. Não comenta. Só aceita o agradecimento e se afasta.

Daslu continua observando. Os olhos dela captam tudo.

— Você viu? — ela pergunta baixo.

— Vi.

— E?

— Deixa pra lá.

Jota se ajoelha pra ajustar um tapete que estava torto. As mãos puxam as pontas. Alinham com os outros.

E repara.

O cadarço direito do tênis. Completamente solto. Arrastando no chão. O dedão esquerdo saindo pelo buraco. Vermelho de tanto roçar.

Ele olha. Suspira. Não amarra. Não tem tempo.

Levanta. Continua andando.

O cadarço arrasta. O dedão aparece.

Mas nada acontece. Nada muda.

É só um tênis velho. Mais um dia. Às vezes ele só desamarra. Não salva nada.

De repente. No canto da visão. Entre dois pilares.

Maju Kuzito.

Cabelo curto. Quase rapado nas laterais. Olhos fixos nele.

Jota para. Vira pra ela.

— Não gostei do cabelo — ele fala. Seco.

Ela abre a boca.

E desaparece.

Simples assim. Como fumaça. Como se nunca tivesse estado ali.

Jota pisca. Olha ao redor. Ninguém mais viu. Ninguém reage.

Daslu franze a testa. Olha pro espaço vazio entre os pilares. Não comenta.

— Você tá bem?

— Tô.

Ele balança a cabeça. Volta ao trabalho.


Duas horas depois. O sol mais alto. O calor insuportável.

Jota está do lado de fora. Encostado na sombra de um minarete. Bebendo água morna de uma garrafa plástica que Daslu trouxe.

Um homem aparece correndo. Jovem. Barba rala. Olhos brilhando. Suado. Ofegante.

— Jota! — Ele para na frente. Sorriso enorme. — Consegui!

— O quê?

O homem olha ao redor. Verifica se tem alguém perto. Abre a mão.

Dentro: saquinho plástico pequeno. Transparente. Dentro do saquinho: torrão escuro. Irregular. Com desenho estranho gravado na superfície. Linhas. Símbolos. Algo que parece escrita antiga.

— Ópio — o homem sussurra. Reverente. Como se estivesse mostrando diamante.

Jota pega o saquinho. Sente o peso. Cheira. Doce. Pesado. Promessa de esquecimento.

O homem vibra. Quase pula.

— Podemos usar agora? Agora? Só um pouco?

Jota olha o torrão. Olha o homem. Olha a mesquita atrás dele. As pessoas esperando. A responsabilidade pesando.

— Só na sexta — ele fala.

— Mas—

— Sexta-feira. — A voz sai firme. Final.

O homem murcha. Mas assente. Sabe que não adianta insistir.

Jota guarda o saquinho no bolso direito da calça. Sente o contato contra a coxa. Pequeno. Mas presente.

— Sexta — o homem repete. Olhos ainda brilhando. — Sexta.

Ele se afasta. Rápido. Animado. Contando os dias na cabeça.

Daslu se aproxima. Para ao lado de Jota. Olha o bolso onde o saquinho sumiu.

— Você está sentindo o peso disso? — ela pergunta. Voz baixa. Mas firme.

Jota não responde. Volta pra dentro da mesquita.

O ópio no bolso lembra de si mesmo a cada passo.

Sexta-feira começa a latejar na cabeça. Como segundo coração. Distante mas constante.


Dentro. Mais gente chegou. Mais vozes. Mais tensão.

Jota reorganiza filas. Separa grupos que começaram a discutir. Aponta onde cada um deve ficar. Quem fala. Quem cala. Quem reza. Quem espera.

A cúpula dourada reflete luz pelos vitrais coloridos. Azul. Verde. Vermelho. Amarelo. Padrões dançando nas paredes. No chão. Nas pessoas.

O homem de barba grisalha se aproxima de novo.

— Os cristãos precisam de mais espaço.

— Não tem mais espaço.

— Então tire dos outros.

Jota olha pra ele. Firme.

— Não.

O homem aperta os lábios. Mas não insiste. Volta pro grupo. Reclamando baixo.

Quando um muçulmano passa perto, o homem aperta os lábios até sumir a cor. As mãos fecham. Os ombros enrijecem.

Ninguém comenta. Todo mundo vê.

Jota sai de novo. Precisa de ar. Precisa de silêncio.

Encosta na parede externa. Sombra curta. Areia entrando nos olhos com o vento.

E então.

De novo.

Maju Kuzito.

Do nada. Entre a parede e o portão.

Cabelo curto. Olhos fixos.

Jota nem se surpreende mais.

— Não gostei do cabelo — ele repete. Mesmo tom. Mesmas palavras.

Ela abre a boca.

Desaparece.

Daslu aparece ao lado dele.

— De novo?

— De novo.

— Você precisa parar de dizer isso pra ela.

— Eu sei.

Jota suspira. Volta pra dentro.

O saquinho no bolso lembra sua existência.

Sexta-feira pulsa mais forte.


O dia marcado no calendário chegou.

Jota sabe porque alguém avisou. Porque a data importava por algum motivo que ele não lembra mais.

Do lado da mesquita: tenda branca. Grande. Armada durante a noite. Cadeiras de plástico em fileiras. Altar improvisado na frente. Cruz de madeira. Velas. Incenso queimando.

A missa cristã.

Jota está na entrada da tenda. Daslu ao lado. Os dois observando o movimento.

Pessoas entrando. Saindo. Preparando. Organizando.

E Jota sente.

Antes de ver. Antes de saber.

Algo vai dar errado.

O ar fica pesado. A luz muda. O som abafa.

Ele entra na tenda.

E vê.

Uma mulher. No meio do caminho. Parada. Como estátua.

Véu branco caído. Cabelo solto. Vestido longo azul.

E os seios à mostra.

Completamente expostos. Como se fosse normal. Como se não houvesse problema.

Alguns homens já se aproximam. Olhando pra baixo. Comentando. Rindo baixo. Nenhum olha pro rosto.

Jota bloqueia a passagem. Braço aberto. Olhos no ambiente. Na gestão. No perigo.

— Ninguém entra ainda.

— Por quê? — alguém pergunta.

— Porque eu tô mandando.

Murmúrios. Reclamações. Mas ninguém avança.

Jota olha pra mulher. Ela não se mexe. Não fala. Só fica ali. Olhos vazios.

Daslu toca o braço dele. Mais urgente agora.

— Little Boobs tá vindo — ela sussurra.

O coração de Jota acelera.

— Quando?

— Agora. Qualquer hora.

Ele olha pra entrada da tenda. Pra estrada de terra que vem do deserto. Nenhum carro. Nenhuma poeira. Nada.

Mas ela vem. Ele sabe.

E não pode deixar ela entrar. Não assim. Não com isso acontecendo.

Jota sai correndo.

Deixa Daslu na porta. Braço aberto. Impedindo entrada.

Corre pro estacionamento de terra batida. Carros espalhados. Jipes. Caminhonetes. Motos. Poeira subindo com o vento.

Procura o carro dela. Não sabe qual é. Mas vai saber quando ver.

Passa por um homem mexendo embaixo do capô de um Corolla velho. Macacão azul. Ferramentas espalhadas no chão. Cabelo bagunçado.

Rand Oliveira.

Jota desacelera. Fala baixo, sem parar de andar.

— Sexta-feira. Novo lote.

Rand não olha de volta. A ferramenta para por meio segundo. Recomeça. Nada mais.

E então encontra.

Cavala.

Andando entre os carros. Vestido curto amarelo. Cabelo castanho preso. Óculos de sol. Corpo bronzeado. Sorriso fácil.

— Cavala!

Ela vira. Sorri mais.

— Opa! — Ela se aproxima. — Tudo certo?

— Cadê a Little Boobs?

— Little Boobs? — Ela franze a testa. Para. Pensa. — Ainda não chegou.

— Ela vem com você?

— Não. Sozinha.

Merda.

— Vem. — Jota pega o braço dela. — Ajuda a procurar.

Os dois começam a circular. Entre os carros. Entre as pessoas. Olhando. Procurando.

Passam por um jipe velho. Leandro Costa está encostado nele. Fumando. Olhando o deserto. Todo mundo chama ele de Costacurta desde que alguém disse que ele parecia o jogador. O apelido grudou.

— Costacurta! — Jota grita.

Ele vira. Acena. Sorri de canto.

Jota para na frente dele.

— Little Boobs. Tá chegando. Você conhece todo mundo aqui, pergunta em volta. — Aponta pro fundo do estacionamento. — Lá atrás também.

Costacurta joga o cigarro no chão. Assente. Sem perguntar mais nada.

— Cavala, fica com ele. — Jota já está se afastando. — Eu cubro desse lado.

Cavala assente. Os dois somem em direções opostas.

Jota continua.

Dá voltas. Mais voltas. O estacionamento é enorme. Carros demais. Gente demais.

Little Boobs não aparece.

Passa meia hora. Uma hora.

Jota procura. Sem parar.

O Gol Bolinha Cinza Urban está estacionado num canto. Sozinho. Coberto de areia. Ele passa por perto. Pensa em entrar. Descansar. Esperar.

Mas não entra. Continua procurando.

Procura um lugar melhor pra estacionar. Mais perto da entrada. Mais visível. Se Little Boobs chegar, vai ver o carro. Vai saber que ele tá ali.

Move o Gol. Estaciona de novo. Mais perto.

Desce. Tranca. Volta a procurar.

E então.

Mais uma vez.

Entre dois carros. Como fantasma.

Maju Kuzito.

Cabelo curto. Olhos fixos.

Jota nem para mais. Só fala andando:

— Não gostei do cabelo.

Ela abre a boca.

Desaparece antes de qualquer som sair.

Jota continua. Sem olhar pra trás.

Mais meia hora.

Little Boobs não chega.

Jota volta pra tenda. Suado. Cansado. Frustrado.

Daslu ainda está na porta. Braço aberto. A mulher de seios expostos ainda dentro. Imóvel.

— Ela chegou? — Daslu pergunta. Preocupada agora.

— Não.

— Vai chegar?

— Não sei.

Jota se posiciona do outro lado da porta. Tira a mochila do ombro. Sente o zíper meio aberto, fecha. Sabe que o caderno marrom está lá dentro. O ímã do Posto Esso preso na capa, cinza fosco, logo quase apagado. Recoloca no ombro. Braço aberto também. Os dois formando barreira.

Ninguém entra. Ninguém sai.

O ópio no bolso faz sua presença conhecida.

Sexta-feira lateja. Mais forte agora. Mais próxima.

O sol começa a descer.

Rand Oliveira está parado perto da entrada da tenda. Ferramentas ainda na mão. Mas parou de mexer no carro.

Jota passa por ele. Fala baixo, quase pra si mesmo.

— Sexta-feira.

Rand não responde. Só olha fixo pra dentro da tenda. Não pro altar. Não pras cadeiras. Pra mulher.

Rand que nunca olha pra nada.

Jota segue o olhar dele.

E vê de verdade.

O corpo. A postura. A forma.

Os seios.

Empinados. Naturais. Grandes demais pro vestido. Perfeitos.

O coração dele para.

Reconhece.

Ele conhece esses seios. Sem véu. Sem roupa. De outras vezes.

— Daslu — ele fala. Voz rouca. — Essa mulher…

Daslu olha pra ele. Lê o rosto. Depois olha pra mulher. Depois de volta pra ele.

— É ela — Daslu confirma baixo. — Little Boobs.

O mundo gira.

Jota estava procurando ela o tempo todo.

E ela estava ali. Na tenda. Parada. Sem véu. Seios à mostra. Esperando.

Ninguém reconheceu porque sempre a viram de véu. Os homens olhavam pra baixo. Jota olhava pro caos. Daslu não a conhecia assim.

Só ele. Que já a tinha visto de verdade.

— Quanto tempo ela tá aí? — ele pergunta.

— Desde antes de você sair.

Jota respira fundo.

O saquinho de ópio no bolso parece mais pesado agora.

Sexta-feira pulsa como tambor.

A sombra da tenda cresce. Cobre a areia. Cobre os carros. Cobre Jota e Daslu parados ali.

Cavala aparece pelo lado. Vestido amarelo coberto de poeira. Cabelo desfeito. Ela olha pra Jota. Ele balança a cabeça. Ela entende. Olha pra dentro da tenda. Vê a mulher parada, seios à mostra. Não reconhece. Nunca a viu sem véu. Fica ali de qualquer jeito. Mais um braço na barreira.

Little Boobs continua dentro. Imóvel. Seios à mostra. Olhos vazios.

A missa ainda não começou.

Sexta-feira ainda não chegou.

Mas Little Boobs estava ali o tempo todo.

E Jota continua na porta.

Guardando.

Carregando o ópio.

Sentindo o peso de organizar o caos alheio.

De proteger quem não pediu proteção.

De procurar quem já estava encontrado.

O deserto continua quente.

A mesquita continua cheia.

E Jota continua de pé.

Porque alguém precisa ficar.

Porque alguém precisa organizar.

Porque alguém precisa impedir que o errado aconteça.

Mesmo quando o certo estava ali o tempo todo.

E ele não viu.

Faça login para acompanhar.

Sinopse Narrativa:

No meio de um deserto, Jota é designado por um homem desconhecido para organizar uma mesquita repleta de grupos religiosos diferentes. Ao longo do dia, carrega um saquinho de ópio no bolso — reservado para sexta-feira — e lida com tensões internas entre os grupos. Maju aparece e desaparece três vezes ao ser interpelada pela mesma frase de Jota. Daslu avisa que Little Boobs está chegando, desencadeando uma busca infrutífera no estacionamento. Ao voltar, Jota descobre que Little Boobs estava na tenda o tempo todo — de seios à mostra, imóvel, irreconhecível sem o véu — e que ele havia passado horas procurando quem já estava encontrado.

Gênero Drama, Realismo Mágico
Tom Onírico, Pesado, Tenso
Timeline Onírico, Paralelo
Versão Jota Autoridade, Normal
Categoria Falha de Percepção, Organização, Responsabilidade
Itens Essenciais Caderno marrom de capa dura, Camiseta regata vinho, Gol Bolinha Cinza Urban 2003, Ímã (posto Esso), Mochila laranja, Tênis surrado
Temas Procurar o que já está presente, Responsabilidade e cegueira, Tensão religiosa e convivência
Locais deserto, Estacionamento de terra batida, Mesquita, Tenda branca lateral
Palavras-Chave busca inútil, deserto, Little Boobs, Maju loop, mesquita, ópio, religião, sexta-feira
O cadarço solto e o buraco no tênis são notados por Jota mas não produzem efeito narrativo — explicitamente subvertendo o padrão recorrente ("é só um tênis velho, mais um dia"). Maju aparece e desaparece três vezes ao ser interpelada pela mesma frase ("não gostei do cabelo"), reforçando o padrão de loop. Rand aparece duas vezes: primeiro mexendo em carro no estacionamento, depois parado olhando fixamente para dentro da tenda — ele que "nunca olha pra nada". O ópio funciona como elemento de peso psicológico constante. Daslu aparece pela primeira vez na série com papel ativo como observadora e parceira. Little Boobs aparece sem véu pela primeira vez — identificada por Jota pelo corpo, não pelo rosto.
 
« Anterior📑 Sumário🏁 Fim da Obra

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PRIVACIDADE E COOKIES

Para que sua jornada por estes contos seja completa, usamos cookies para entender como você navega por aqui. Podemos seguir com a leitura?

Saiba mais.