Capa do Capítulo

Cuidado com as Crianças

Extensão: 2.793 palavras | Leitura: 14 min

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O Gol Bolinha Cinza entra marcha ré no quintal do sobrado, motor quente soltando estalos no silêncio pesado da Rua do Professor. Jota desliga. Puxa o freio de mão. Fica parado por três segundos olhando pelo retrovisor a fila de carros estacionados atrás dele. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis carros. Todos lotados. Todos com as portas ainda fechadas. Esperando.

Deviam ser sete.

Ele abre a porta. Sai. A camiseta regata vinho, rasgada nos ombros, gruda no corpo com o suor frio do medo. O vento frio de Curitiba bate no rosto. Tarde de inverno que já ameaça virar noite. Céu cinza. Nuvens baixas. Ninguém na calçada. Nenhum movimento.

Popó desce do carro da frente. Volvo XC40 elétrico. Ele bate à porta. Olha ao redor. Mãos nos quadris.

— Aqui serve — ele diz. Voz baixa. Cansada.

Beagá desce do terceiro carro. Uma Subaru Forester. Acena com a cabeça. Leandro Costa sai do quarto. Um Honda CRV. Jota olha pro amigo. Faz tempo.

— Cheiloso — Jota chama. — Traz as sacolas.

Leandro assente. Abre o porta-malas.

Daslu desce do quinto carro. TCross cinza. Acende um cigarro antes mesmo de fechar a porta. Olha pra Jota. Não sorri. Nunca sorri mais. Donaro sai do sexto. Corolla Cross vermelho que quase não chegou. Ela segura a filha no colo. A menina não larga a mãe.

O pai de Jota desce do Gol Bolinha. Devagar. Segurando a lateral. Pernas cansadas. Ele olha pra rua. Pro céu. Pras casas vazias. Balança a cabeça. Não fala nada.

No bolso da calça jeans de Jota, o ímã de geladeira — aquele retangular cinza fosco com logo de Posto Esso quase apagado — começa a brilhar. Discreto. Azul pálido. Quase invisível sob o tecido. Mas Jota sente. Pai presente. Família presente.

Jota abre o portão de ferro do sobrado. Range alto. Eco no asfalto vazio. Escolheu esse porque era o único da lista do pai com portão que ainda fechava. Tranca boa. Muros altos. Janelas com grades.

As crianças começam a sair dos carros.

Enaldinho primeiro. Camiseta do Atlético suja de poeira. Ele ajuda Sheldon a descer. Mais alto. Mais quieto. Os dois ficam perto do pai.

O filho de Daslu desce depois. Olhos grandes fixos no chão. A filha de Donaro vem em seguida. Vestido rosa. Ela segura firme a mão da mãe. Não solta.

Filho de Beagá. Mochila nas costas. Filho de Cheiloso. Boné do Corinthians. Mãos nos bolsos.

Seis crianças. Sete adultos. Um sobrado vazio.

Jota faz as contas mentais. Espaço suficiente. Comida pra três dias. Água pra quatro se economizarem. Depois disso vão ter que se mover de novo. Se conseguirem.

— Malas pro segundo andar — Jota diz. Voz firme. De comando. — Crianças ficam lá em cima também. Trancam as portas dos quartos. Ninguém desce sem adulto junto.

Popó acena. Abre o porta-malas do Jeep. Começa a tirar sacolas. Beagá ajuda. Cheiloso também. As crianças sobem as escadas correndo. Passos ecoando pelo sobrado vazio. Risos nervosos. Alívio temporário de estar dentro de quatro paredes de novo.

Daslu encosta na parede. Solta fumaça. Olha pra Jota. Os olhos dela são os mesmos de anos atrás. Mas o resto mudou. Tudo mudou.

— Quanto tempo vamos ficar? — ela pergunta.

Jota dá de ombros.

— O necessário — ele responde.

Ela solta mais fumaça. Não insiste.

Donaro sobe com a filha. A menina não quer olhar pra rua morta. Pra nada. Jota observa. Donaro ainda tem aquele jeito. Aquele jeito de proteger. De ser mãe e mulher e fortaleza ao mesmo tempo.

O pai de Jota senta na escada. Respira fundo. Mão no peito. Jota olha pra ele. O velho acena que tá tudo bem. Mas não tá. Nunca tá. O ímã no bolso brilha mais forte. Só um segundo. Depois volta ao normal.

Jota volta pro quintal. Fecha o portão de ferro. A tranca range. Ele empurra. Testa. Segura. Bom o suficiente.

Quando se vira pra entrar, o cadarço direito do tênis surrado se solta.

Bambo. Arrastando no chão de concreto.

Jota para. Olha pra baixo. O buraco no dedão esquerdo mostra a meia furada. Ele abaixa. Vai amarrar.

E vê.

Pegada.

Vermelha.

Fresca.

Molhada.

Bem na frente do portão. Como se alguém tivesse saído correndo dali segundos antes dele chegar. A tinta ainda brilha úmida. Ainda escorre pros lados.

Jota levanta. Devagar. Coração acelerando. Olha ao redor. Rua vazia. Nenhum movimento. Mas o vento traz cheiro. Químico. Forte. Spray de tinta recente.

Amarra o cadarço. Rápido. Firme.

Caminha até o meio da rua.

Então o olhar bate no sobrado vizinho.

Letras vermelhas.

Grossas.

Úmidas.

Escorrendo.

Ele para.

Aproxima-se devagar.

A mensagem ocupa toda a extensão da parede. Do chão até a janela do segundo andar. Letras altas. Irregulares. Urgentes. Pintadas com algo que ainda goteja. Vermelho vivo. Quase laranja. Como se tivessem sido feitas minutos antes. Meia hora no máximo.

Jota lê em voz alta sem perceber:

— CUIDEM DAS CRIANÇAS

A voz sai rouca. Ecoa no vazio.

Ele continua lendo:

— NÃO DEIXEM ELAS SAÍREM SOZINHAS

Pausa. Engole seco.

— ELAS SÃO O QUE ELES QUEREM

Silêncio pesado. Silêncio que engole sons.

— PROTEJAM A QUALQUER CUSTO

A última linha é maior. Mais grossa. Mais desesperada:

— CUIDADO COM QUEM BATE À NOITE

Um por um, os outros começam a aparecer. Popó na porta. Beagá na janela. Cheiloso na sacada. Daslu jogando o cigarro fora. Donaro descendo a escada devagar.

As crianças param de correr lá em cima. O sobrado fica mudo.

Enaldinho aparece na janela do segundo andar. Olha pra parede. Lê. Vira pro irmão.

— Sheldon. Vem ver.

Sheldon se aproxima. Lê também. Não fala nada. Apenas olha pra baixo. Pro tio Jota. Pro pai. Pros outros adultos.

A filha de Donaro segura firme a mão da mãe. Não larga.

Jota encosta a palma na tinta.

Pegajosa. Quente.

Ele afasta a mão. Olha pros dedos. Vermelho vivo grudado na pele.

Cheira.

Químico. Forte. Como spray.

Não é sangue.

Mas tá quente demais.

Por quê?

Popó desce os degraus da entrada. Caminha até Jota. Olha pra parede. Pro aviso. Pros dedos manchados do irmão.

— Acabaram de fazer isso — Popó diz baixo.

Jota acena.

— Ou tá fazendo ainda.

Eles olham ao redor. Nada se move. Nenhum som. Só o vento frio arrastando folhas secas pela calçada. Só o cheiro químico persistindo no ar.

Beagá aponta pro outro lado da rua.

— Tem mais.

Jota vira.

Do outro lado. No sobrado seguinte. Outra parede. Exatamente as mesmas palavras. Mesma tinta vermelha. Mesmas letras urgentes.

E no seguinte.

E no seguinte.

Jota caminha pela rua. Devagar. Contando. Um. Dois. Cinco. Oito sobrados com avisos idênticos. Todos com tinta fresca. Todos gritando a mesma ordem.

Mas não são todos.

Alguns sobrados não têm nada. Paredes limpas. Vazias. Como se quem pintou tivesse escolhido. Ou tivesse parado no meio. Ou tivesse fugido antes de terminar.

Jota pega a mochila laranja do banco de trás do Gol. Abre. Procura. Encontra o caderno de anotações de capa dura marrom e o celular. 

Tira uma foto e escreve a mensagem. Palavra por palavra. Letra por letra. As linhas tortas. A urgência. O desespero.

Quando termina, guarda o caderno e o celular. Pega uma toalha. Fecha a mochila. Joga nas costas.

Olha pro grupo.

Todos parados. Esperando.

Jota limpa a mão manchada de vermelho na toalha. Não sai. Apenas espalha.

— Entrem — ele diz. Voz firme. — Tranquem tudo. Janelas. Portas. Tudo.

Popó acena. Começa a subir. Chama os filhos.

— Enaldinho. Sheldon. Ajudem a trancar as janelas lá em cima.

Os meninos obedecem. Somem escada acima.

Beagá e Cheiloso começam a verificar o térreo. Porta da cozinha. Porta dos fundos. Janelas da sala. Tudo trancado. Tudo seguro.

Daslu sobe com o filho. Donaro com a filha. A menina olha pra trás. Pra Jota parado na rua. Olhando as paredes vermelhas.

— Jotaa — ela chama baixinho.

Jota vira.

— Quem escreveu? — a menina pergunta.

Jota não sabe o que responder.

— Alguém que queria ajudar.

— Ajudar com o quê?

— A gente se proteger.

— De quem?

Jota engole seco.

— Não sei, pequena.

Ela olha pra parede. Pras letras vermelhas. Pra última linha.

CUIDADO COM QUEM BATE À NOITE

— Vão bater? — ela pergunta. Voz fininha. Assustada.

Jota não responde.

Donaro pega a filha. Sobe. A menina continua olhando. Gravando tudo.

O pai de Jota ainda tá sentado na escada. Olhando pra rua. Pro filho parado ali no meio. Pro céu que vai ficando mais escuro.

— Jota — ele chama. — Entra.

Jota fica mais dez segundos. Olhando. Escutando. Procurando movimento. Som. Qualquer coisa.

Nada.

Só vento.

E o cheiro de tinta no ar.

Ele entra.

Fecha a porta.

Tranca.

Encosta a testa no vidro frio. Olha pela janela.

Calçada vazia. Postes apagados.

As paredes continuam gritando.

E a noite começa a cair.

Duas horas depois o céu tá preto.

Sem lua. Sem estrelas. Nuvens grossas cobrindo tudo.

O sobrado tá escuro também. Sem luz elétrica. Popó tentou os interruptores. Nada. Cortaram. Ou acabou. Ou nunca teve.

Eles acendem velas. Três na sala. Duas na cozinha. Uma no corredor do segundo andar.

As crianças estão no quarto maior. Enaldinho, Sheldon e os outros sentados em colchões velhos que acharam num armário. A filha de Donaro dorme com a mãe. Respiração leve. Mão agarrada no vestido. O filho de Daslu tá encolhido no canto. Abraçado nos próprios joelhos. O filho de Beagá olha pela fresta da cortina. O filho de Cheiloso desenha algo no chão com o dedo. Círculos. Linhas. Proteções imaginárias.

Os adultos revezam. Dois ficam acordados. Cinco descansam. Jota e Popó fazem o primeiro turno. Sentados na sala. Janela entreaberta. Olhando a rua.

Beagá tá deitado no sofá. Roncando baixo. Cheiloso na poltrona. Olhos fechados mas não dormindo. Daslu subiu. Foi deitar com o filho. O pai de Jota ficou com os netos. Quarto do fundo. Porta trancada.

Jota pega o isqueiro amarelo do bolso. Acende. Apaga. Acende. Apaga.

Popó olha pra ele.

— Para com isso.

Jota guarda o isqueiro.

— Desculpa.

Vazio que engole sons. Peso no ar.

Popó olha pela janela. Asfalto negro. Os avisos vermelhos mal visíveis no escuro. Apenas manchas mais escuras nas paredes.

— Você acha que eles vêm? — Popó pergunta baixo.

— Não sei quem são “eles” — Jota responde.

— Mas alguém sabe — Popó aponta pra fora. — Quem escreveu sabe.

Jota concorda. Silencioso.

— E se baterem? — Popó insiste.

Jota olha pro irmão. Direto nos olhos.

— A gente não abre.

— E se for alguém precisando de ajuda?

— A gente não abre.

Popó respira fundo. Volta a olhar pra rua.

Os minutos passam. Devagar. Pesados. Cada segundo marcado pelo relógio velho na parede da sala. Tic-tac. Tic-tac.

Jota pega a mochila laranja. Tira o caderno. Abre na página onde copiou o aviso. Lê de novo. Cada palavra. Procurando algo que perdeu. Algum detalhe. Alguma pista. Pega o celular e analisa também.

ELAS SÃO O QUE ELES QUEREM

Por quê? O que fazem com elas? Pra quê?

PROTEJAM A QUALQUER CUSTO

Até onde? Até morrer? Até matar?

CUIDADO COM QUEM BATE À NOITE

Quem? Humanos? Outra coisa?

Jota fecha o caderno. Guarda. Olha pro irmão.

— Se baterem, a gente fica quieto. Apaga as velas. Finge que não tem ninguém.

Popó acena.

— E se insistirem?

Jota não responde.

Meia-noite.

Beagá e Cheiloso assumem. Jota e Popó sobem. Deitam. Tentam dormir.

Jota fecha os olhos. Mas o sono não vem. Apenas o som do relógio. Tic-tac. Tic-tac. E o vento lá fora batendo nas janelas.

Ele vira pro lado. Olha pela fresta da cortina. Nada se move lá fora.

Vira pro outro lado. Fecha os olhos de novo.

Dorme.

Por vinte minutos.

Então acorda.

Barulho.

Lá embaixo.

Ele senta na cama. Coração acelerado. Escuta.

Vazio.

Depois:

TOC. TOC. TOC.

Jota levanta. Descalço. Devagar. Sai do quarto. Popó acorda também. Segue o irmão.

Lá embaixo, Beagá e Cheiloso estão de pé. Parados. Olhando pra porta.

As velas apagadas.

Escuro total.

Jota desce a escada. Devagar. Cada degrau rangendo. Ele chega na sala. Para ao lado da janela. Olha pela fresta da cortina.

Não vê ninguém.

Nada além de sombras.

Mas as batidas vieram da porta.

Vazio que sufoca.

Então:

TOC. TOC. TOC.

— …ajuda…

Jota congela.

Beagá olha pra ele. Cheiloso também. Popó desce o último degrau. Para atrás do irmão.

TOC. TOC. TOC.

— …por favor… tô sozinha…

Voz de criança. Fina. Assustada. Real.

— …eles vêm… tenho medo…

Popó atravessa a sala. Três passos até a porta. Mão na maçaneta.

Jota segura o pulso dele.

— Não.

Popó olha pro irmão.

— É uma criança.

— Não abre.

— Mas ela tá…

TOC TOC TOC TOC TOC.

— abram abram abram abram

A voz muda. Aguda. Grave. Aguda de novo. Distorcida. Múltipla.

— ABRAM ABRAM ABRAM

Popó recua. O ar perto da porta fica mais frio. Gelado. Como se algo tivesse sugado o calor do mundo.

A voz para.

As batidas param.

Vazio.

Cinco segundos.

Dez.

Vinte.

Então um som diferente.

Passos.

Se afastando.

Devagar.

Descendo a calçada.

Parando na rua.

Jota volta pra janela. Olha pela fresta.

Vê uma sombra.

Pequena. Do tamanho de criança. Parada no meio da rua. Virada pra casa.

Ele não vê o rosto.

Só o contorno.

A sombra fica ali. Parada. Olhando.

O ar em volta dela parece tremer. Mais frio. Muito mais frio.

Depois vira. Caminha. Desaparece entre os sobrados.

E o frio vai junto.

Vazio volta.

Jota solta o ar que tava segurando.

Popó encosta na parede. Mãos tremendo.

Beagá acende uma vela de novo. Luz fraca ilumina os rostos pálidos.

Cheiloso senta no chão. Cabeça entre as mãos. Lábios tremendo. Por isso o apelido. Sempre treme quando tem medo.

Lá em cima, uma porta se abre. Passos descendo.

Enaldinho aparece na escada. Olhos arregalados.

— Tio Jota?

Jota vira.

— Volta pro quarto, pequeno.

— O que foi aquilo?

— Nada. Volta.

— Mas…

— VOLTA.

Enaldinho recua. Sobe. Fecha a porta do quarto.

O pai de Jota aparece no topo da escada.

Diz que checou todos os quartos e está tudo certo por ali.

Silhueta magra contra a vela do corredor. Olha pra baixo. Pro filho. Pro grupo tenso na sala escura.

Não desce. Só fica ali. Presente.

Jota volta pra janela. Olha pra rua. Pra parede do sobrado vizinho. Pro aviso vermelho mal visível no escuro.

CUIDADO COM QUEM BATE À NOITE

Não era pra avisar.

Era pra obedecer.

O resto da noite passa em vazio absoluto.

Ninguém dorme.

Todos acordados. Escutando. Esperando.

Mas não volta.

Seja lá o que era.

Não volta.

Quando o sol nasce, Jota abre a porta. Devagar. Olha pra calçada.

Nada.

Nem pegada. Nem marca. Nem sinal de que algo esteve ali.

Só cinza e concreto.

E os avisos vermelhos.

Gritando a mesma ordem.

CUIDEM DAS CRIANÇAS

Jota olha pra cima. Pra janela do quarto onde as crianças dormem agora. A filha de Donaro encostada em Sheldon. Enaldinho abraçado no irmão. Os outros amontoados. Seguros. Vivos.

Por enquanto.

Ele respira fundo. Vai fechar a porta.

Para.

Olha pro fim da rua.

Longe. Três quarteirões adiante.

A sombra.

A mesma de ontem à noite.

Pequena. Do tamanho de criança.

Pintando.

Outra parede.

Agora.

Em tempo real.

Vermelho escorrendo.

Letras se formando.

Jota pisca. Olha de novo.

A sombra para de pintar.

Se vira.

Devagar.

Encara ele.

Não tem rosto.

Só vazio.

E levanta a mão.

A mesma mão que bateu na porta.

Aponta.

Pra ele.

Pra casa.

Pras crianças lá em cima.

O ar fica mais frio. Mesmo com o sol nascendo. Mesmo com a luz da manhã.

Depois volta a pintar.

Como se nada tivesse acontecido.

Jota fecha a porta.

Tranca.

Três vezes.

Encosta a testa no vidro frio.

E sabe.

A próxima noite vai ser pior.

Porque sabem onde as crianças estão.

E a coisa que bate.

A coisa que pinta.

A coisa sem rosto.

Já voltou.

Mesmo de dia.

Sempre volta.

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Sinopse Narrativa:

Jota lidera um grupo de família e amigos com seis crianças até um sobrado na Rua do Professor durante um colapso urbano. Na parede do vizinho, encontra avisos vermelhos recém-pintados alertando para proteger as crianças e não abrir a porta à noite. À meia-noite, algo imita a voz de uma criança e bate na porta, Jota impede Popó de abrir. Uma sombra sem rosto se afasta, aponta para a casa e desaparece. De manhã, a mesma sombra está pintando mais avisos três quarteirões adiante — e ao ver Jota, para, se vira e aponta diretamente para ele e as crianças.

Gênero Terror Psicológico
Tom Opressivo, Sombrio, Tenso
Timeline ameaça sobrenatural, Colapso, Curitiba
Versão Jota Normal, Poderes
Categoria Família, Horror, Sobrevivência
Itens Essenciais Caderno marrom de capa dura, Camiseta regata vinho, Gol Bolinha Cinza Urban 2003, Ímã (posto Esso), Isqueiro amarelo (o sobrevivente), Mochila laranja, Tênis surrado
Temas ameaça sobrenatural, obediência ao aviso, Proteção da família
Locais Capão da Imbuia, Rua, Rua do Professor, sobrado
Palavras-Chave aviso vermelho, colapso urbano, criança imitada, eles querem as crianças, não abrir a porta, proteção, sombra sem rosto
O ímã do Posto Esso brilha azul pálido na presença do pai e da família — comportamento de continuidade. A entidade imita voz de criança e distorce a voz ao ser recusada. A sombra não tem rosto. O aviso foi pintado por essa mesma entidade — ambíguo se é proteção ou armadilha. Sete carros no total mas o conto menciona seis, Jota conta mentalmente "deviam ser sete". Pai de Jota presente fisicamente neste conto — aparição rara.
 

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