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E Tudo Vai Ficar Pior

Extensão: 2.795 palavras | Leitura: 14 min

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E Tudo Vai Ficar Pior


PRÓLOGO

Jota tinha uma vida legal: respeitava os outros, tentava fazer com os outros o que queria que fizessem com ele, nadava seus 2.800 metros quase todo santo dia, resolvia crise alheia às 4h da manhã, carregava sobrinho no colo, pagava conta sem alarde, ajudava quem era próximo.

E mesmo assim se fodia.

Até que um belo dia morreu.

E bem, Jota era aquilo que uns definiam como agnóstico ou ateu. Ele próprio só se dizia sem uma religião, sem uma fé num Deus seja ele de que religião fosse.

E quando morreu… putz… ele tava errado pra caralho.

Existia pós-vida. Existia Deus. Existia Diabo. Existia céu, inferno, e pior: existia burocracia divina.

E ele era bom em burocracia.

Muito bom.

E teve tempo. Muito tempo.

Enquanto na Terra passavam uns trinta e cinco anos, talvez quarenta, Jota construía algo muito maior lá onde quer que seja.

E quando Daslu, Maju Kuzito e Little Boobs finalmente morreram — no mesmo exato dia, coincidência do caralho —, tudo estava pronto.


O saguão celestial era um caos organizado: fila que não acabava mais, almas de tudo quanto é canto, anjos de clipboard gritando nome, uma divisória gigante separando quem ia pro paraíso e quem ia descer de elevador.

Daslu, Maju Kuzito e Little Boobs chegaram já no corpo glorificado: o melhor corpo que tiveram na vida, cabelo de comercial eterno, pele que brilhava sozinha, aquele glow de quem sempre foi capa de revista.

Elas se olharam. Se admiraram. Quase tiraram selfie mental. Mas estavam assustadas pra caralho também.

Estavam em pontos diferentes da fila, perdidas no meio de um monte de alma, quando o ambiente mudou.

As pessoas começaram a abrir alas, como se o presidente tivesse chegado. Um silêncio pesado caiu. Até os anjos abaixaram o olhar, respeitosos, quase com medo.

Uma aura imponente cortou a multidão.

Três figuras se destacaram da fila. Não anjos. Não demônios. Pessoas — o tipo de pessoa que chega num lugar novo, aprende o sistema mais rápido que todo mundo e sobe sem fazer barulho. Cada uma foi direto a um ponto diferente da multidão.

— Daslu França. Me acompanhe.

Daslu levantou a cabeça, confusa, mas já meio empolgada. Achando que era chamada pro lounge VIP.

— Maju Kuzito. Por favor.

Maju abriu caminho rápido, sorrisinho de quem ganhou na loteria celestial.

— Little Boobs. Vem comigo.

Little não reconheceu a voz. Mas reconheceu o tom. Aquele tom de quem sabe exatamente o que vai acontecer.

As três foram conduzidas pelo mesmo corredor lateral, sem se ver, sem saber das outras. Porta pesada, madeira escura, placa dourada: SALA DE ACOLHIMENTO ESPECIAL.

Entraram.

Os subordinados sentiram antes de qualquer sinal. Trocaram um olhar. E saíram sem uma palavra, fechando a porta atrás de si.

Ele estava chegando.


A sala era ampla, elegante e minimalista. Duas janelas enormes, uma de cada lado.

E na parede do fundo, emoldurado como troféu, um par de tênis surrado. Buraco no dedão esquerdo, cadarço direito solto, sola quase despregada.

Embaixo, uma plaquinha dourada:

“NÃO CONSEGUIU NO ÚLTIMO MOMENTO”

As três se olharam.

Maju foi a primeira a falar:

— Você é a Daslu.

Não era pergunta. Era teste.

Daslu deixou o silêncio durar um segundo a mais que o confortável. Depois ergueu o queixo, levemente.

— E você deve ser a Maju Kuzito.

A baixinha de cabelo ruivo observava as duas sem se mover. Olhos que não perdiam nada.

— Little — ela disse, antes que perguntassem.

Silêncio. As três sabiam da existência uma da outra. Tinham ouvido o nome. Visto foto. Cada uma carregava uma versão diferente da mesma história. Mas nunca tinham ligado os pontos.

Daslu foi a única que não perguntou nada. Só olhou pro tênis emoldurado na parede e ficou quieta.

— Que lugar é esse? — Maju perguntou, finalmente.

Nenhuma respondeu. Nenhuma conseguiu.

A porta se abriu.

Era Jota.

Aquele que não merecia resposta. Agora no terno mais caro que elas já viram, postura de quem reescreve eternidades, olhos que sugavam luz.

Ele olhou pras três. Deu aquele sorrisinho de canto que elas conheciam muito bem… só que agora gelava a alma.

— Queria ter vindo buscar cada uma pessoalmente. — Uma pausa. — Mas as três no mesmo dia… isso eu não previ.

Ninguém disse nada.

— Todas no mesmo dia. — Olhou devagar pra cada uma. — Que perfeição.

As três começaram a falar ao mesmo tempo, atropelando palavras:

— Jota?! Como assim você tá aqui? Isso é o céu mesmo? Meu Deus, a gente subiu!

Ele só fez um gesto de silêncio, voz macia como veludo:

— Calma. É a sala intermediária. Mas vocês estavam certas o tempo todo. Agora vão conhecer a eternidade… mas tem a parte burocrática. Todo lugar tem, né?

Jota caminhou até a janela da direita e abriu as cortinas.

Luz dourada invadiu o ambiente. Jardins eternos, árvores que brilhavam, rios de cristal, paz que emanava até da grama.

— Esse é o céu — disse, calmamente.

As três se aproximaram, olhos arregalados, tensão dando lugar à esperança.

— É lindo… — sussurrou Daslu.

Jota caminhou até a janela da esquerda e abriu as cortinas daquele lado.

Fogo. Gritos abafados. Fumaça densa. Sombras se contorcendo em agonia. Calor que queimava só de olhar. Cheiro de enxofre invadindo a sala.

— E esse é o inferno — completou, ainda com a mesma calma. — Onde… bem, onde algumas pessoas vão.

As três recuaram, horrorizadas.

— Meu Deus… — Maju Kuzito levou a mão à boca.

Jota fechou a cortina do inferno, deixando só a luz dourada do paraíso.

— Relaxem. Vocês não vão pra lá.

Daslu respirou aliviada:

— Graças a Deus…

— Literalmente — Jota deu aquele sorriso de canto.

Little, mais ansiosa:

— E agora? A gente vai pros jardins?

— Paciência. Ainda tem alguns pequenos detalhes. Preciso explicar tudo direitinho, mostrar o funcionamento, as regras… entendam.

Maju franziu a testa:

— Mas a gente já tá aprovada, né? Você disse que—

— Só preciso conferir uns pormenores — Jota cortou, suave. — Formalidades.

Ele afrouxou o nó da gravata, abriu o primeiro botão do paletó.

Por baixo do terno impecável, apareceu a barra de uma camiseta regata vinho. Rasgada. Surrada. Aquela mesma.

Todas viram, acharam estranho, mas não comentaram.

Jota deixou o silêncio durar um segundo exato. Depois virou de costas, casual, e foi até um armário no canto da sala. e pegou algo que estava ali guardado.

Uma mochila laranja.

As três reconheceram na hora. Cada uma por motivo diferente. Cada uma com uma memória diferente daquela mochila.

Jota colocou a mochila sobre a mesa. Abriu o zíper devagar.

Tirou de dentro um caderno de capa dura marrom.

Folheou com calma, parou numa página, leu em silêncio. Virou outra.

Maju Kuzito perguntou, voz trêmula:

— O que… o que é isso?

— Que é isso, não lembra do meu caderno? — Jota fechou o caderno devagar. — Onde eu anotava tudo?

Silêncio pesado.

Ele enfiou a mão no fundo da mochila e tirou um isqueiro amarelo.

O sobrevivente.

Acendeu na primeira. Chama firme, constante.

— Antes de mais nada, preciso contar como cheguei aqui.

As três ficaram paralisadas.


Jota encostou na mesa, isqueiro aceso na mão, olhando pras três como quem conta uma história ensaiada mil vezes.

— Quando eu morri, subi pro julgamento. Um anjo de cara fechada, tablet celestial na mão. Leu minha ficha em voz alta: Louvor a Deus: zero. Frequência em cultos: zero. Obras boas: várias. Pecados: os normais. Veredicto: inferno.

Daslu arregalou os olhos.

— Mas… achava que você era bom!

— Pois é. Mas o critério não era ser bom. Era louvar. Era dobrar o joelho. Era cantar aleluia mesmo quando a vida tá uma merda.

Maju cortou:

— Sim, sempre soube disso.

Jota apagou o isqueiro, guardou no bolso, olhou sério pra Maju.

— Por favor, sem interrupções.

Silêncio.

— Eu só ri na cara do anjo. Falei: “Discordo. Se é assim, nem precisa me dar o veredicto, escolhi ir para o inferno, não serei hipócrita.” E virei as costas. Desci pelos meus próprios pés.

— Você… foi pro inferno? — Little falou, espantada.

— Fui. Cheguei lá esperando fogo e tortura.

Pausa.

— Mas o inferno, meninas, é uma empresa. Tem hierarquia. Tem departamento. Tem reunião de alinhamento toda segunda. — Sorriu. — E eu sempre fui ótimo nisso.

Jota começou a andar pela sala, mãos nos bolsos, camiseta regata vinho aparecendo mais a cada movimento.

— Em algum tempo já era supervisor. Castigos personalizados, departamento de inovações. Em mais outros anos, diretor. Transformei a monotonia em tormento de verdade. Fiz o inferno virar O INFERNO.

Pausa. Olhou pras três.

— Mas não bastava. O problema tava nos dois lados.

Virou-se pra elas.

— Então eu subi. Tentei falar com os anjos.

Pausa pesada.

— Eles não sabiam direito o que fazer comigo. Pensavam que eu queria subir, mas eu queria era atualizar tudo, o que era estranho pra eles. Fui tendo um contato ou outro, ouvindo histórias, descobrindo o funcionamento, me enturmando. E o pessoal, incrivelmente, começou a gostar de mim. Ajudei em vários problemas, resolvi vários gargalos.

Sorriu.

— Aí eu descobri uma brecha. Tecnicamente, eu não era “condenado”. Eu tinha RECUSADO o julgamento e escolhido descer. Vontade própria documentada.

Daslu sussurrou:

— O que você fez?

— Levou tempos celestiais pra convencer. Os anjos são iguais ao Diabo em teimosia. Mas eu tinha algo que eles não tinham.

Silêncio.

— Paciência, lógica e filosofia.

Ele caminhou até a mesa, pegou o caderno.

— Aí eu apresentei uma proposta. Na Terra sempre acreditaram em Purgatório, né? Aquele lugar do meio. Revisão dos pecados. Segunda chance.

Maju assentiu, confusa.

— Spoiler: não existia. Nunca existiu. Era tudo ou nada. Céu ou inferno. Louvor ou fogo. Então eu propus criar a PURGAÇÃO. Modernização da justiça divina. Os anjos acharam lindo. Até Deus aprovou.

Pausa.

— Só que Deus delega muito. Os anjos escrevem as regras intermediárias. E anjos são burocráticos pra caralho — mais que qualquer RH que já vi. Então eu me ofereci pra redigir os contratos.

Little sussurrou:

— O que você fez?

Ele abriu o caderno numa página específica.

— Escrevi cada cláusula. Cada critério. Cada… exceção.

Virou o caderno de frente. Mostrou os nomes escritos à mão:

Daslu França Maju Kuzito Little Boobs

E abaixo de cada nome, uma lista. Longa. Detalhada.

As três olharam pros próprios nomes. A ficha caiu.

Maju começou a chorar.

— E nas letras pequenas, bem no rodapé da página 847, parágrafo 3, subitem C…

Leu em voz alta, devagar:

— “Crueldade emocional direcionada a indivíduo específico, com padrão repetitivo documentado, resulta em condenação imediata, sem recurso, independente de louvor público.”

Ele fechou o caderno com força.

— Sabe o que aconteceu quando terminei?

Silêncio.

— O Diabo me chamou. Disse: “Se você conseguir fazer o Céu aceitar isso… eu prometo pra você as almas que você quiser.”

Pausa.

— E Deus? Deus também prometeu. “Se o Inferno concordar com tua proposta de justiça… eu te concedo autoridade sobre aqueles que te feriram.”

Sorriu.

— Ambos os lados me prometeram vocês. Separadamente. Sem saber que o outro também tinha prometido.

Little cobriu a boca com a mão.

— Mas eu não confio em promessa. Nem de Diabo. Nem de Deus. Então eu fiz mais. Garanti. Com lei, com contatos, com autoridade dos dois lados. Sem brechas. Sem recursos. Tudo documentado, tudo assinado, tudo irreversível.

Ele apontou pro caderno.

— Pra garantir que não importasse pra onde vocês fossem… céu ou inferno… vocês cairiam aqui. Comigo.

Daslu cobriu o rosto com as mãos.

— Todo esse tempo. Pra reescrever eternidade. Pra garantir que quando vocês finalmente chegassem aqui… não tivessem pra onde correr.

Ele abriu o caderno novamente. Começou a ler em voz alta. Frio. Preciso.

— Daslu França. Sumia por semanas. Deixava no vácuo. Respondia “tô bem” quando tava mal só pra não dar atenção. Fazia ele se sentir invisível. E quando ele implorava por uma conversa de verdade, você bloqueava. Desaparecia. Voltava meses depois como se nada tivesse acontecido.

Daslu sentiu as pernas fraquejarem.

— Maju Kuzito. Usou ele uma vez. Transou, gozou, levantou e disse: “Foi só uma vez, relaxa.” Debochou na frente das amigas. Tratou como lixo descartável. Quando ele tentou uma conversa, você riu.

Maju soluçava.

— Little Boobs. Brincou com os sentimentos durante anos. Dava migalha de atenção. Fugia toda vez que ele se aproximava de verdade, mas voltava quando tava carente. Usava ele de banco emocional 24 horas. E quando ele finalmente pediu uma chance, você sumiu. Sem explicação. Sem despedida.

Little Boobs caiu de joelhos.

Histórias diferentes. Mulheres diferentes. O padrão era o mesmo.

Ele fechou o caderno. Devagar.

Caminhou até ficar bem perto delas. Voz baixa, quase carinhosa:

— Faz ideia do quanto eu esperei?

Little estava paralisada. Maju soluçava. Daslu tremia inteira.

— Não foi uma bala pelas costas. Foi pior. Foi humilhação. Abandono. Promessas quebradas. Cada vez que vocês me usaram e jogaram fora como lixo.

Ele deu dois passos pra trás, olhou pras três.

— Mas sabe o que é bom? Eu devo admitir…

Pausa.

— Na Terra, quando morre, é de uma vez. Acabou. Fim.

Sorriu aquele sorriso gelado.

— Mas aqui? Daqui do inferno não tem jeito de fugir. E vocês não vão morrer de uma vez. Vocês vão morrer todo dia. Pra sempre.

Ele ficou parado um momento. Olhou pras três.

Daslu foi a primeira a entender o que aquela pausa poderia significar. Deu um passo à frente.

— Jota… a gente pode conversar sobre isso?

Ele olhou pra ela. Não disse nada.

Maju tentou também, voz trêmula:

— Eu entendo que você tá com raiva. Mas isso aqui… isso não pode ser o fim.

Silêncio.

Little não falou. Só olhou.

Jota pegou o isqueiro amarelo. Acendeu.

— Bem, cansei de explicar. Hora de mostrar.

Ele leu os nomes em voz alta. Cada sílaba um sino de condenação.

Fechou o caderno com um estalo que ecoou como trovão.

Aproximou a chama.

O caderno inteiro pegou fogo de uma vez.

— E foi por isso que eu esperei. Pelo dia de vocês aparecerem aqui. Pra mostrar o que eu planejei nesse tempo todo.

O chão se abriu como se já esperasse o momento. Vento quente subiu do abismo, cheiro de enxofre queimando a garganta.

— E agora… eu tenho a eternidade toda pra fazer isso aqui ficar pior.

Jogou o caderno em chamas no abismo.

As três nem tiveram tempo de gritar.

Daslu, Maju e Little despencaram, gritando, se debatendo, caindo em direção ao fogo eterno.

Do fundo do abismo, uma música começou. Guitarra rasgada, bateria suja, aquela voz rouca que ele sempre ouviu nos piores dias.


Lá embaixo, nas câmaras personalizadas do novo inferno:

MAJU KUZITO

Acordou numa cama.

Jota se levantou, vestiu a calça.

— Foi bom pra caralho. Valeu.

Ela sorriu, esperançosa.

— A gente se vê depois?

— Foi só uma vez. Relaxa.

Porta bateu.

O som da porta batendo ecoa. Sempre ecoa.

Ela sente tudo. A esperança. O desejo. A rejeição.

VIVE cada segundo.

E recomeça.

Sem fim.

DASLU

Acordou numa sala branca. Cheia de gente.

Gritou. Ninguém olhou.

Mandou mensagem. Ninguém respondeu.

Postou story. Zero visualizações.

Ela existe. Todos a veem.

Mas ninguém A VÊ.

O som do silêncio é ensurdecedor.

E recomeça.

Eternamente.

LITTLE

Acordou correndo num corredor.

Jota dez metros à frente.

Ela gritou o nome dele.

Ele virou, sorriu.

Ela correu até o pulmão queimar.

Quase alcançou.

Ele desapareceu.

O gosto de sangue na boca. Sempre o mesmo gosto.

Ela VIVE a esperança. O desejo. A frustração.

E recomeça.

Pra sempre.


EPÍLOGO

Lá em cima, na sala especial, Jota apagou o isqueiro amarelo, guardou no bolso, pegou a mochila laranja e jogou nas costas.

Ajeitou o paletó, cobriu a camiseta regata vinho de novo.

Virou de costas.

Caminhou em direção à porta.

E chamou:

— Entre a próxima.

A porta se fechou.

Silêncio absoluto.

Três segundos que pareceram eternidade.

E então a música explodiu do fundo do abismo, ecoando pelas paredes da eternidade.

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Sinopse Narrativa:

Após uma vida de bondade, Jota morre e é condenado ao inferno por não louvar a Deus. Recusa o julgamento e desce pelos próprios pés. Sobe na hierarquia infernal, descobre uma brecha jurídica em sua condenação e propõe criar a "Purgação" — uma modernização da justiça divina. Redige pessoalmente os contratos celestiais incluindo cláusulas que garantem que Daslu, Maju e Little Boobs cairiam em suas mãos ao morrer. Quando as três chegam ao saguão celestial no mesmo dia, Jota as conduz à Sala de Acolhimento Especial, lê os crimes de cada uma do caderno e as condena a tormentos eternos personalizados. Queima o caderno e as joga no abismo.

Gênero Fantasia, Terror Metafísico, Terror Psicológico, Vingança Sobrenatural
Tom Cruel, Frio, Sombrio, Vingativo
Timeline Pós-morte, Sobrenatural
Versão Jota Administrador, Arquiteto da Eternidade, Pós-morte
Categoria Sobrenatural, Terror Psicológico, Vingança
Itens Essenciais Caderno marrom de capa dura, Camiseta regata vinho, Isqueiro amarelo (o sobrevivente), Mochila laranja, Tênis surrado
Temas burocracia como poder, Burocracia divina, crueldade emocional e suas consequências, Redenção negada, Vingança e justiça poética, Vingança eterna
Locais câmaras personalizadas, Céu, Inferno, Saguão celestial, Sala de Acolhimento Especial
Palavras-Chave burocracia divina, caderno, condenação, Daslu França, eternidade, julgamento, Little Boobs, Maju Kuzito, pós-morte, Pós-vida, PURGAÇÃO, torturas personalizadas, vingança, vingança eterna
Único conto narrado inteiramente no pós-morte. O tênis surrado aparece emoldurado como troféu na parede — primeiro conto em que um item essencial funciona como objeto simbólico exposto e não como item em uso. O caderno é destruído neste conto (queimado e jogado no abismo) — anomalia de continuidade a monitorar. Jota usa terno mas mantém a regata vinho por baixo. Três tormentos personalizados: Maju revive a rejeição que causou em loop; Daslu existe invisível para todos eternamente; Little persegue Jota sem alcançá-lo para sempre. A destruição do caderno aqui conflita com sua presença em contos anteriores — provável timeline separada ou versão distinta de Jota.
 

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