Capa do Capítulo

Último Andar em Chamas

Extensão: 2.525 palavras | Leitura: 13 min

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O corredor fede a mofo, sangue seco e medo.

As luzes piscam, fluorescentes morrendo uma a uma.

Jota empurra a porta de metal com o ombro, mochila laranja batendo nas costas, 110 kg forçando a entrada. O tênis surrado range no piso sujo, cadarço direito solto como sempre, dedão quase aparecendo pelo buraco.

Dentro: sala pequena, duas portas, paredes manchadas, chão coberto de cacos de vidro e papéis rasgados.

Andar dezoito do Edifício Tijucas.

Rosquinha entra atrás, camisa rosa rasgada, topete sujo de sangue alheio, bigode de guidão ainda impecável.

— Porra, Chô, fecha isso!

Rand Oliveira entra por último, macacão azul impecável apesar de tudo, bolsa de ferramentas no ombro.

— Barricada. Agora.

Popó já tá empurrando uma mesa, olhos arregalados, facão na mão.

— Deixa eu matar um antes, comandante!

— Depois, Popó. Depois.

Eles empilham mesas, cadeiras, pedaços de armário.

A porta de entrada fica trancada — infectados bloqueados do outro lado.

A porta da cozinha fica barricada — saída que leva pras escadas, seis andares até o topo.

Silêncio.

Do lado de fora da porta de entrada, os infectados arranham.

Som de unhas na madeira.

Gemidos baixos.

Jota encosta na parede, escorrega até o chão, a mochila caindo do ombro. Abre ela: caderno marrom com páginas cheias de anotações, isqueiro amarelo sobrevivente no canto, ímã cinza fosco do Posto Esso com as beiradas descascando, brilhando levemente. Fecha de novo.

Camiseta vinho rasgada, suor pingando na barba cheia.

Rand abre a bolsa, tira uma garrafa d’água, bebe.

— Bombas plantadas. Quatro andares. Andar três, sete, doze… e aqui, dezoito.

Popó para de andar.

— O foco tá onde mesmo?

— Andar quinze — Rand responde. — Bem no meio. A gente cercou. Doze embaixo, dezoito em cima. Quando detonar, o prédio inteiro vai junto.

Rosquinha treme.

— Nunca mais quero passar por aquele andar.

Silêncio.

Ninguém quer lembrar.

Jota olha pros três.

Finalmente conseguiram.

E com todos vivos.

Rosquinha olha pra porta da cozinha barricada.

— Falta quanto pro topo?

— Seis andares — Jota fala.

— Não dá pra detonar daqui?

— E morrer junto? Helicóptero só pega no vinte e quatro.

Rosquinha assente.

Jota fecha os olhos.

— Cinco minutos. Só cinco minutos pra respirar.

Rosquinha senta do lado.

— Tu viu o helicóptero lá fora?

— Vi.

— Então a gente tá perto.

— Tá.

Popó retoma a caminhada nervosa.

— Eu mato todos quando sairmos.

Jota fecha os olhos.

Só cinco minutos.

O cansaço vem como maré.

A sala reseta.

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Jota abre os olhos de novo.

A sala tá igual.

Checkpoint ativado.

Mas a porta da cozinha tá entreaberta.

Rosquinha tá espiando pela fresta.

— Não abre, caralho! — Jota berra, já de pé.

Tarde.

Rosquinha vê movimento do outro lado.

Enfia a faca pela fresta.

— Sai daí, seu filho da—

O infectado leva no ombro.

Não cai.

Enlouquece.

A porta estala.

Um braço cinzento entra, agarra o pescoço do Rosquinha.

Puxa.

Rosquinha some pro corredor da cozinha.

Gritos.

Jota corre.

Tira o detonador backup do cinto.

Chave do Gol Bolinha balançando pendurada.

Rand corre.

Popó ri e avança com o facão.

A porta explode com o impacto.

Corredor da cozinha, infectados vindo dos dois lados.

Jota aperta o botão do detonador.

Joga pela porta.

Explosão.

O chão treme.

O mundo vira fogo.

Quando a fumaça baixa, estão no topo.

De novo.

O mesmo topo destruído.

O mesmo vento.

O mesmo helicóptero distante.

O mesmo grupo discutindo como usar as armas.

Jota olha pro céu.

Olha pro detonador backup na mão.

Olha pro caderno de anotações voando no vento, páginas rasgadas, letra dele mesmo:

“TENTATIVA ANTERIOR Rosquinha espiou porta da cozinha Rand ficou preso na escada TODOS MORTOS Timing errado”

A mochila laranja tá aberta no chão, caderno caído pra fora.

Rand pega uma página do chão, olha.

— Papel em branco. Caiu da tua mochila.

Jota pega.

Lê as instruções que vão salvar todos.

Que Rand nunca verá.

— Obrigado.

Ele amassa o papel.

Olha pro grupo discutindo armas.

Olha pro próprio pulso.

Lembra.

Rand morreu.

Jota viu.

Tudo ficou preto.

E acordou de novo na sala do andar dezoito.

Com todos vivos.

Só Jota lembra.

— Dessa vez ninguém abre porra nenhuma.

E o loop recomeça.

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O reset é instantâneo.

Jota abre os olhos na mesma sala pequena, duas portas barricadas, cheiro de mofo e pólvora velha.

Andar dezoito.

Checkpoint ativado.

Rosquinha tá sentado no chão, limpando a faca com a camisa rosa.

Rand tá checando a bolsa de ferramentas.

Popó anda de um lado pro outro, facão na mão.

Mesma posição.

Mesma conversa começando.

Rosquinha levanta a cabeça:

— Cinco minutos pra respirar, né, Chô?

Jota não responde.

Levanta rápido.

110 kg em movimento.

Vai direto pra porta da cozinha.

Põe o ombro nela.

Trava com o corpo inteiro.

— Ninguém abre essa porra.

Rosquinha franze a testa.

— Calma aí, comandante… a gente já barricou.

— Não o suficiente.

Jota pega uma mesa, arrasta, empilha mais alto.

Rand entende na hora que algo mudou.

— Tu sabe o que vai acontecer.

Jota olha pra ele.

Não pode dizer.

— Sei.

Popó ri nervoso.

— Então deixa eu matar logo!

— Não. Dessa vez a gente mata o problema antes dele nascer.

Jota toca o cinto.

Detonador backup.

Chave do Gol Bolinha pendurada.

Popó se aproxima, curioso.

— Que porra é essa chave aí?

Jota sente a mochila esquentar levemente nas costas.

O ímã lá dentro brilhando fraco.

Popó. Irmão. Família.

O único que sobrou.

Maninho sumiu.

Mão tremendo.

— É a chave de casa.

Popó assente, sem entender mas respeitando.

Jota segura o detonador backup.

Olha pro grupo.

— Quando eu mandar, todo mundo corre pro corredor da sala. Eu explodo a cozinha depois de passar.

Rosquinha arregala os olhos.

— Eu sempre espio? Eu sempre abro?

Jota olha pra ele.

Toda vez.

— Sempre.

Rosquinha abaixa a cabeça.

— Porra… desculpa aí, Chô.

Silêncio.

O arranhar começa do outro lado da porta da cozinha.

Gemidos.

Unhas na madeira.

Jota tira a barricada.

— Quando eu mandar… correm.

Abre a porta rápido.

Infectados do outro lado.

— AGORA!

Todos correm.

Jota joga o detonador backup pela porta.

Corre atrás.

Explosão atrás deles.

A porta vira estilhaços.

Infectados lançados pra trás.

O corredor da cozinha se abre.

Fumaça.

Mais infectados vindo.

Jota grita:

— CORRAM! PRA CIMA!

Eles correm.

Popó corta o primeiro, facão abrindo o pescoço.

Rand empurra outro, derruba.

Rosquinha corre na frente, sangue no pescoço mas vivo.

Pela primeira vez sem espiar porta errada.

Jota vai atrás, a mochila batendo nas costas, cadarço direito arrastando no chão.

Chegam na escada de emergência.

Sobem.

Andar por andar.

Dezenove.

Vinte.

Vinte e um.

Saíram da sala do andar dezoito.

Os quatro.

Vivos.

Pela primeira vez em dezenas de tentativas.

Explosões atrás deles — o prédio tá desabando com o impacto das bombas antigas reagindo.

Chegam no topo.

Vinte e quatro.

Infectados subindo atrás deles.

Gemidos ecoando na escada.

— FECHA A ESCADA! — Rand grita.

Popó joga combustível na entrada.

Rand acende.

Fogo sobe.

A escada vira inferno.

Infectados recuam, gritando.

Alguns atravessam o fogo, queimando mas ainda vindo.

Popó corta o primeiro.

Rand empurra outro pra fora da beirada.

Mas o fogo se espalha.

Fumaça preta sobe pro céu.

O último andar em chamas.

Jota olha pro céu.

— VEM LOGO, PORRA!

Longe, muito longe, um ponto preto no céu vira.

O helicóptero viu a fumaça.

Finalmente viu.

O ponto preto cresce.

Vem na direção deles.

A tripulação inteira olha pra cima.

Popó chora.

Rosquinha ri.

Rand assente.

Mas o fogo avança.

Fumaça sufocante.

Rosquinha tosse.

— CHÔ! A FUMAÇA!

— Aguenta!

Beirada do prédio atrás deles.

Fogo avançando.

Fumaça cobrindo tudo.

Helicóptero vindo.

Rápido.

Mas não rápido o suficiente.

Jota cobre a boca com a camiseta vinho.

Popó de joelhos, tossindo.

Rand tentando respirar.

Rosquinha chorando e rindo ao mesmo tempo.

O helicóptero acelera.

Vê a fumaça.

Vê o fogo.

Precisa resgatar antes que sufoquem.

Dezenas de tentativas.

E finalmente…

O helicóptero tá vindo.

E dessa vez, é real.

O helicóptero desce como um inseto gigante de metal.

Rotores cortando o ar, vento forte empurrando fumaça e fogo pra trás.

Jota tá de pé no topo destruído, camiseta vinho rasgada cobrindo boca e nariz, barba cheia de fuligem, a mochila segura nas costas, 110 kg plantados no concreto rachado cercado por chamas.

O helicóptero paira a cinco metros.

Vento dos rotores afasta a fumaça por segundos.

Corda desce.

— RÁPIDO! — o piloto grita.

Primeiro Popó sobe, ainda tossindo, facão preso no cinto.

Depois Rand, bolsa de ferramentas no ombro, olhos vermelhos de fumaça.

Rosquinha sobe cantando mesmo sufocando:

— Teta… teta… tetinha…

Jota fecha os olhos.

Lembra.

Rosquinha cantando essa música.

Bala atravessando o peito dele.

Som cortado no meio.

Jota colapsou.

Tudo ficou preto.

Acordou na sala do andar dezoito.

Rosquinha vivo de novo.

Lembra.

Fogo se espalhou rápido demais.

Fumaça sufocou todos antes do helicóptero chegar.

Jota colapsou.

Acordou de novo.

Jota abre os olhos.

Rosquinha tá vivo.

Cantando.

Subindo.

— Chô! VEM!

Jota ri.

Tosse.

Pega a corda.

Sobe por último, mochila laranja no colo.

O piloto — capacete, óculos escuros, voz no rádio — grita:

— Segurem firme!

O helicóptero sobe.

Jota conta baixo:

— Um. Dois. Três. Quatro.

Todos vivos.

Todos juntos.

Primeira vez.

Curitiba em chamas lá embaixo.

Prédios desabando.

Ruas tomadas.

Fumaça preta subindo pro céu cinza.

Jota tira o detonador mestre do bolso.

Popó olha.

— Esse é diferente.

— Esse é o importante.

Quatro andares de C4.

Andar três, sete, doze, dezoito.

O foco tá no meio — andar quinze.

Cercado.

Quando detonar, o prédio inteiro vai junto.

Aperta o botão.

O Edifício Tijucas explode andar por andar, começando de baixo, subindo como foguete invertido, andar quinze implodindo no centro, concreto virando pó, a fonte de infecção virando cinza, o ninho desmoronando, o último andar em chamas sumindo na nuvem de destroços.

Missão completa.

Jota olha pra baixo.

Olha pro grupo.

Rosquinha tá chorando e rindo ao mesmo tempo.

Popó tá beijando o facão.

Rand tá olhando a cidade queimar com cara de quem terminou o serviço.

Jota guarda o detonador na mochila, ao lado do caderno marrom e do ímã que ainda tá brilhando fraco.

Olha pro piloto.

— Pra onde?

— Zona segura. Região de Pinhais. Próximo ao Parque das Águas. Ainda tem um pedaço de mundo que não caiu.

Jota assente.

O helicóptero vira.

Voa baixo sobre a cidade morta.

Jota olha pela janela.

Vê o Capão da Imbuia lá embaixo.

Vê a Rua do Professor.

Vê o sobrado.

Vê o Gol Bolinha Cinza Urban parado na frente, intacto.

Pequeno.

Vivo.

Ele sorri.

A chave do Gol tá com ele.

Pendurada no detonador backup.

O helicóptero sobe.

A cidade fica pra trás.

A sala do andar dezoito ficou pra trás.

O checkpoint mudou.

E o Jota, pela primeira vez em tantas tentativas, tá indo pra frente.

O helicóptero pousa num campo aberto cercado por muros altos de concreto e arame farpado.

Zona segura.

Próximo ao Parque das Águas.

Ainda tem verde. Ainda tem silêncio. Ainda tem gente viva.

O rotor desacelera.

Porta abre.

Jota desce por último, mochila laranja no ombro, cadarço direito do tênis finalmente amarrado (ele amarrou antes de descer).

Botas no chão de terra batida.

Novo checkpoint.

O ar é fresco.

Cheiro de grama cortada, fumaça distante, comida sendo feita.

Crianças correm entre as tendas brancas.

Guardas com fuzis patrulham o perímetro.

Mulheres lavam roupa em baldes.

Homens consertam geradores.

Alguém grita:

— Chegaram mais!

Cabeças viram.

Jota caminha na frente.

Rosquinha atrás, cantando baixo:

— Teta, teta, tetinha… pra quem sobreviveu…

Popó bufa.

— Cala essa boca, Rosquinha.

— Relaxa, mano! A gente sobreviveu!

— Justamente por isso. Guarda essa merda.

Rosquinha ri mas para de cantar.

Rand com a bolsa de ferramentas, já olhando os geradores com cara de quem vai consertar tudo.

Um oficial se aproxima.

Capitão, uniforme limpo, barba feita.

— Nome?

— Jota.

— De onde vieram?

— Centro. Edifício Tijucas. Último andar. Missão cumprida.

O capitão olha pra ele com respeito.

— Vocês destruíram o ninho?

Jota assente.

— Quatro andares de C4. O foco foi junto.

O capitão sorri.

— Bem-vindos à zona segura. A cidade inteira te agradece.

A noite cai.

Fogueira no centro do acampamento.

Jota tá sentado num tronco, guaraná zero na mão (encontrou na cozinha comunitária), a mochila aos pés.

Rosquinha canta pra um círculo de sobreviventes novos.

Popó ensina criança a segurar facão.

Rand conserta o gerador, luzes acendem uma a uma.

Jota abre a mochila.

Tira o caderno marrom.

Folheia devagar.

Páginas antigas.

Muito antigas.

Nomes riscados:

Pai Mãe Maninho Beagá Mama e Cabrito — abraçados

Todos perdidos antes de entender a regra.

Vira as páginas.

Chega nas recentes.

“SUCESSO”

Fecha o caderno.

Guarda de volta.

Uma mulher se aproxima.

Jota levanta os olhos.

Trinta e poucos anos, cabelo longo castanho-escuro caindo sobre os ombros, olhos verdes claros que atravessam. Corpo que comanda respeito antes de abrir a boca. Tatuagens no braço esquerdo, postura de quem nunca precisou pedir nada duas vezes.

— Ouvi dizer que tu salvou um grupo inteiro.

— Salvei o que deu.

Ela senta do lado.

— Meu nome é Satogos. Eu comando o turno da noite.

— Jota.

— Preciso de alguém que saiba explodir quando precisar.

Jota olha pra Rosquinha cantando.

— Só se for com eles — aponta pros três.

Satogos sorri.

— Óbvio. Vocês são equipe.

Jota não sorri de volta.

— Eu trabalho melhor só com eles.

Satogos franze a testa.

— Por quê?

Silêncio.

Ela inclina a cabeça, estudando ele.

— Tu já passou por isso antes, não foi?

Jota para de respirar.

Coração dispara.

Satogos olha pro caderno na mochila.

— Parece que tu… já sabe o que vai acontecer.

Jota sente o peito apertar.

Se ela continuar…

Se ela falar demais…

Tudo pode quebrar.

Satogos vê algo no rosto dele.

Para.

Os olhos dela mudam.

Reconhece algo.

Dá um passo pra perto.

Voz baixa:

— Não.

Jota recua.

Silêncio.

Ela estende a mão.

Hesita.

Abaixa devagar.

— Quando tu quiser confiar… eu tô aqui.

Sai.

Jota respira.

Olha pra mochila.

Olha pros três.

Rosquinha cantando.

Popó ensinando criança.

Rand consertando gerador.

Ela não pode entrar.

Não pode interferir.

Não pode saber.

Porque se souber…

Se tentar ajudar no momento errado…

Alguém fica perdido pra sempre.

Como Mama.

Como Cabrito.

Como meu pai.

Jota guarda o caderno.

Dentro dele, tudo que ninguém pode saber.

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Sinopse Narrativa:

Jota comanda grupo (Rosquinha, Rand Oliveira, Popó) no andar 18 do Edifício Tijucas durante apocalipse zumbi. Possui poder de reset: quando alguém morre, volta ao checkpoint com todos vivos, mas só ele lembra. Após dezenas de tentativas, finalmente salva os quatro, explodem o prédio do helicóptero, chegam à zona segura. Conhece Satogos, que parece perceber seu segredo.

Gênero Ação, Ficção Científica Pós-Apocalíptica, Terror
Tom Apocalíptico, Desesperador, Tenso
Timeline Tech (pós-apocalipse com infectados)
Versão Jota Comandante
Categoria Loop temporal, Sobrevivência apocalíptica
Itens Essenciais Caderno marrom de capa dura, Camiseta regata vinho, Gol Bolinha Cinza Urban 2003, Ímã (posto Esso), Isqueiro amarelo (o sobrevivente), Mochila laranja, Tênis surrado
Temas Liderança sob pressão, Loop temporal e sacrifício, Sobrevivência apocalíptica
Locais Capão da Imbuia, Curitiba, Edifício Tijucas, Parque das Águas, Pinhais, Rua do Professor, sobrado
Palavras-Chave apocalipse zumbi, checkpoint, Edifício Tijucas, explosão C4, helicóptero, infectados, loop temporal, reset, Satogos, zona segura
Primeira aparição de Satogos (30+ anos, cabelo castanho-escuro, olhos verdes claros, tatuagens braço esquerdo, comanda turno da noite). Primeira aparição do poder de reset/checkpoint. Primeira menção aos familiares mortos no caderno: Pai, Mãe, Maninho, Beagá, Mama e Cabrito (abraçados). Popó é irmão de Jota, Maninho sumiu. Jota pesa 110 kg. Ímã brilha perto de Popó (família). Rosquinha canta "Teta, teta, tetinha...". Jota bebe guaraná zero. Rand Oliveira aparece vivo aqui (diferente do conto 002). Bomba C4 plantada nos andares 3, 7, 12, 18, foco no andar 15.
 

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