Geraldo, um homem prático que simplifica a vida, dialoga com ALGUÉM, que busca camadas profundas em tudo. Em cenas cotidianas com café e conversas, eles exploram sonhos, karma, fé em Deus e autotransformação. O que começa como debates leves revela a tensão entre complicar e aceitar, culminando em uma reflexão interna sobre identidade e o processo eterno de questionar para encontrar clareza. Uma peça filosófica sobre o equilíbrio entre caos e simplicidade.
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Geraldo e Alguém conversam num café sobre os hábitos de registro de sonhos de Geraldo — há vinte anos. Alguém constrói teorias elaboradas sobre cada detalhe, Geraldo sistematicamente as desfaz com respostas simples (preguiça, gosto, acidente). O clímax acontece quando Alguém descobre que uma frase filosófica que Geraldo disse era na verdade um ditado confundido. A conversa termina com a conclusão de que simplicidade e profundidade podem ser a mesma coisa.
Em conversa telefônica enquanto ambos fazem café em suas cozinhas separadas, Geraldo e Alguém discutem karma. Geraldo distingue o karma original (budista/hinduísta) do karma do Instagram (vingança com nome bonito) e argumenta que esperar karma pelo outro é incompatível com amor real. Expõe que o karma é subjetivo — o que é punição para um pode ser crescimento para outro. Termina aceitando que se karma dá paz a Alguém, que use.
Em videochamada com grupo, Geraldo declara ser ateu e desenvolve sua posição ao longo da conversa: distingue entender de acreditar, separa os ensinamentos de Jesus da instituição religiosa, e argumenta que se Deus existir e for justo, compreenderia sua descrença honesta. Desfaz a Aposta de Pascal argumentando que não se pode forçar crença. Conclui que bondade não precisa de recompensa nem ameaça — e que café é seu Deus mais confiável.
Geraldo quebra a quarta parede para falar diretamente ao leitor entre os três textos teatrais e um quarto ainda por vir. Explica que A Magia Simples, Você Quer Mesmo o Karma? e Simples nasceram isolados e só depois revelaram conexão orgânica — o mesmo Alguém, o mesmo café, a mesma dinâmica. Descreve a visão cênica para os três textos como peça unificada e avisa que o quarto texto é opcional, mais denso e interno.
Geraldo senta numa poltrona com café e conversa com uma Voz interna — que é ele mesmo questionando o próprio processo de ser Geraldo. O diálogo explora a relação entre ALGUÉM (o complicador, o questionador) e Geraldo (o simplificador) como partes de um mesmo sistema interno. Geraldo conclui que precisa da bagunça para continuar se transformando, que Geraldo não é destino mas caminho, e que ALGUÉM existe dentro dele como ferramenta permanente. A Voz, ao final, revela seu próprio medo de deixar de existir — e Geraldo a assegura que sempre haverá algo a questionar.
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