
Físico: Bigode de guidão
Papel: Expulsa Rosquinha de casa (sexta de madrugada). Visto na esquina no caminho de volta domingo, nenhum olhar trocado. Situação reconciliada na segunda.
Físico: Baixinho, ombros largos, bigode grosso e preto (duas linhas retas descendo até queixo), camisa social branca com mangas arregaçadas, calça jeans gasta, botas de couro surradas, olhos fundos escuros
Papel: Pai de Rosquinha. Silhueta na porta bloqueia única faixa de luz (galpão escurece por ocupação). Entra como gigante (mas baixinho). Luz do isqueiro bate no rosto (olhos fundos escuros fixos no filho). Entra devagar, botas batendo cimento som pesado definitivo. Para a 3 metros. Olha pro filho, olha pra Viveu Caiu ainda agachado (mão no joelho de Rosquinha, vestido azul, salto prateado, maquiagem pesada), olha pro rato de palha nas mãos de Rosquinha. Silêncio dura eternidade. Voz grave fria cortante: "Isso não é coisa de homem." Dá passo à frente (Jota caminha até próximo preparando pra qualquer coisa). Ignora Viveu Caiu, olhos fixos em Rosquinha: "Meu filho não vai virar viadinho por causa de bonequinho de palha. Não enquanto eu estiver vivo." Vira cabeça devagar, olha pra drag de baixo a cima, expressão de nojo puro. Cospe: "E você não é homem nem mulher. É vergonha." Vira, caminha até porta, para antes de sair, olha pra trás última vez sem olhar de verdade: "Você tem até amanhã pra sair da minha casa. Depois disso, não me procura mais." Sai. Botas batem no cascalho, som some aos poucos na distância.
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