{"id":1161,"date":"2026-03-15T00:15:00","date_gmt":"2026-03-15T03:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/?post_type=capitulo&#038;p=1161"},"modified":"2026-03-05T00:17:02","modified_gmt":"2026-03-05T03:17:02","slug":"calo-vivo","status":"publish","type":"capitulo","link":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/livro\/dias-apos-um-fim\/capitulo\/calo-vivo\/","title":{"rendered":"Calo Vivo"},"content":{"rendered":"\n<p>Jota estacionou o Gol Bolinha Cinza Urban 2003 duas portas perto da entrada da Pedreira do Orleans \u00e0s tr\u00eas e quarenta e sete de uma tarde de s\u00e1bado de primavera que s\u00f3 esquentava.<\/p>\n\n\n\n<p>44 anos, 1,83 m, 110 kg, camiseta regata vinho rasgada nos ombros e suada no peito, bermuda de tactel preta, t\u00eanis surrado com o buraco no ded\u00e3o esquerdo grande o suficiente pro frio de Curitiba entrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Caminhou pela trilha de terra vermelha. A pedreira estava cheia de gente.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns anos depois de bombear tudo pra fora, a \u00e1gua estava voltando. Chuva ap\u00f3s chuva, temporal ap\u00f3s temporal, Curitiba enchendo o buraco que o homem deixou aberto. Cinquenta metros de profundidade, trezentos de di\u00e2metro \u2014 a imensid\u00e3o daquele buraco transformado em lagoa era de tirar o f\u00f4lego. \u00c1gua azul petr\u00f3leo, densa, quase s\u00f3lida, transparente s\u00f3 nas beiradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora eram a metade ainda do que foi.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota desceu a trilha de terra batida at\u00e9 a margem. Tirou a camiseta regata vinho, a bermuda, os t\u00eanis, as meias. Ficou s\u00f3 de cal\u00e7\u00e3o de banho preto. Dobrou tudo, deixou na mochila laranja junto com a caixinha de madeira que guardava o \u00edm\u00e3 do Posto Esso.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrou na \u00e1gua. Fria nos primeiros passos, morna depois. Nadou.<\/p>\n\n\n\n<p>Bra\u00e7adas longas, ritmo constante, 110 kg cortando a \u00e1gua azul petr\u00f3leo com facilidade surpreendente. A margem cheia de gente ficou pra tr\u00e1s. Vozes, risadas, m\u00fasica alta \u2014 tudo virando eco distante conforme ele avan\u00e7ava pro lado oposto da pedreira.<\/p>\n\n\n\n<p>A pedra estava l\u00e1, encostada no pared\u00e3o vertical de rocha. Lugar isolado, inacess\u00edvel sem nadar \u2014 ou descendo pelo pared\u00e3o de cima, o que ningu\u00e9m faria. Lado oposto \u00e0 entrada, longe de onde as pessoas ficam. Resto da extra\u00e7\u00e3o, plataforma natural que a \u00e1gua ainda n\u00e3o cobriu \u2014 mas vai cobrir, conforme a pedreira enche dia ap\u00f3s dia. Jota subiu, sentou na beirada de pedra lisa ainda quente do sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 o som da \u00e1gua batendo devagar na pedra, o vento quente de Curitiba, e l\u00e1 longe, bem longe, o barulho da multid\u00e3o na margem.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfiou os p\u00e9s na \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gua morna. Azul petr\u00f3leo envolvendo tornozelos, transparente o suficiente pra ver cada dedo, cada curva, cada calo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mem\u00f3ria veio sem aviso.<\/p>\n\n\n\n<p>Num galp\u00e3o, anos atr\u00e1s. Jota mais novo, barba rala, olhos vivos. Seu pai ao lado, bra\u00e7o no ombro do filho, apontando o primeiro prot\u00f3tipo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esse carro vai voar, filho. Tu \u00e9 bom com n\u00famero. Confia.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota olhou pra \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>O calo na lateral do p\u00e9 direito estava solto. Pele grossa, branca, descamando.<\/p>\n\n\n\n<p>Sacudiu o p\u00e9 devagar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um peixe pequeno, prateado, surgiu do azul. Mordeu. Puxou. Levou o peda\u00e7o de pele morta.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota nem sentiu dor. S\u00f3 surpresa. E al\u00edvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sacudiu o p\u00e9 direito de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro peixe veio. Mordeu. Levou mais um naco de pele morta.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o do\u00eda. Era como se a \u00e1gua tivesse anestesiado tudo. Ou como se o que estava sendo arrancado nunca tivesse pertencido a ele de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Sacudiu o esquerdo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois peixes ao mesmo tempo. Um de cada lado. Mordidas precisas, pux\u00f5es suaves.<\/p>\n\n\n\n<p>Em minutos eram dezenas. Silhuetas prateadas dan\u00e7ando na transpar\u00eancia, mordiscando, puxando, levando embora cada lasca de calo como se fossem migalhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota deixou. S\u00f3 ficou ali, balan\u00e7ando as pernas devagar, sentindo a \u00e1gua morna, o sol no pesco\u00e7o. Cheiro de terra molhada misturado com oz\u00f4nio velho \u2014 como se a pedreira lembrasse dos \u00edm\u00e3s do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Os peixes trabalhavam em sil\u00eancio. Laterais, calcanhares, ded\u00f5es. Cada mordida tirava um peda\u00e7o de peso que ele carregava h\u00e1 anos. Sem dor. S\u00f3 al\u00edvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota riu. Baixo. Quase sem som. Primeira vez em muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhou pros p\u00e9s. A pele estava lisa. Perfeita. Como se nunca tivesse andado quil\u00f4metro nenhum.<\/p>\n\n\n\n<p>Os peixes n\u00e3o paravam. O cardume crescia ao redor dos tornozelos, girando devagar, met\u00f3dico. Cada mordida leve, precisa, tirando pele morta que ele nem lembrava que carregava.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1gua ficava cheia de pedacinhos brancos boiando, como flocos de neve suja na superf\u00edcie perfeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota tirou os p\u00e9s da \u00e1gua por um segundo. Olhou. Pele perfeita. Macia. Nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Riu de novo. Alto dessa vez. Ecoou na pedreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque era absurdo. Porque era lindo. Porque pela primeira vez na vida algo estava sendo tirado dele sem doer, sem cobrar, sem deixar marca.<\/p>\n\n\n\n<p>Os peixes continuaram. Subiram um pouco mais. Mordiscaram a canela, as panturrilhas. Cada mordida tirando mais um calo invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota deixou. Fechou os olhos. Sentiu o sol no rosto, o vento quente de Curitiba batendo no suor, a \u00e1gua morna abra\u00e7ando as pernas.<\/p>\n\n\n\n<p>E entendeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo peso, todo calo, todo passo dado carregando mais do que devia \u2014 tudo aquilo tinha sido escolha ou falta dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas agora, naquela \u00e1gua que n\u00e3o existia em nenhum outro lugar, algu\u00e9m estava tirando isso dele. Sem pedir. Sem explicar.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele aceitou. Porque podia. Porque pela primeira vez n\u00e3o precisava carregar sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota tirou as pernas da \u00e1gua devagar. Os peixes se afastaram, sumindo no azul petr\u00f3leo como se nunca tivessem existido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ficou sentado na pedra, p\u00e9s pingando, olhando. Pele lisa. Perfeita. Sem um calo. Sem uma marca.<\/p>\n\n\n\n<p>O sol batia forte agora. Secava as gotas. Secava o suor.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantou. Mergulhou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nadou de volta. Bra\u00e7adas mais lentas, corpo mais leve, como se tivesse deixado quilos na pedra do pared\u00e3o. A margem cheia de gente foi crescendo conforme ele se aproximava. Vozes, risadas, m\u00fasica alta voltando.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiu da \u00e1gua. Pegou a toalha da mochila laranja, secou o corpo, o cabelo. Vestiu a bermuda, a camiseta regata vinho ainda \u00famida de suor. Cal\u00e7ou as meias. Cal\u00e7ou o t\u00eanis. O p\u00e9 deslizou f\u00e1cil. Sem press\u00e3o. Sem dor. Primeira vez em anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pegou a mochila laranja. Subiu a trilha de terra vermelha. Passo leve.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrou no Gol Bolinha. Jogou a mochila laranja no banco do carona. Tirou a caixinha de madeira da mochila, guardou no bolso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ligou o motor. O 1.0 tossiu, pegou.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiu da pedreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Curitiba seguia cinza, tr\u00e2nsito leve, biarticulado buzinando na Afonso Camargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou no Cap\u00e3o da Imbuia. Entrou em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sala cheia de barulho. Sheldon e Enaldinho corriam de um lado pro outro, os dois gritando algo sobre controle de videogame. Belinha e Mel latiam atr\u00e1s deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Pop\u00f3 gritava da cozinha:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sheldon, devolve isso agora!<\/p>\n\n\n\n<p>Pistolinha estava sentado no sof\u00e1, mexendo no celular, ignorando o caos.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota sentiu o bolso esquentar de leve \u2014 o \u00edm\u00e3 do Posto Esso reagindo \u00e0 presen\u00e7a dos sobrinhos, dos filhos do Pop\u00f3, do irm\u00e3o, da casa cheia de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou por eles. Foi pra cozinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesa posta. Arroz, feij\u00e3o, bife acebolado, salada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentou. Serviu. Comeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Pop\u00f3 entrou correndo, parou do lado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Jota, onde tu tava?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Fui dar uma volta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Na pedreira?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9.<\/p>\n\n\n\n<p>Pop\u00f3 ficou pensativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Temos que ir um dia l\u00e1, nunca fui, seria legal levar as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota balan\u00e7ou a cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sim, seria. \u00c9 azul. Azul petr\u00f3leo. A \u00e1gua mais bonita que tem.<\/p>\n\n\n\n<p>Pop\u00f3 saiu correndo para evitar mais uma confus\u00e3o entre as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota terminou o prato. Lavou. Secou as m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi pro quarto. Tirou o t\u00eanis. Sentiu o aperto voltando \u2014 o couro apertando de novo nos mesmos lugares de sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhou pros p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p>A pele ainda estava lisa. Mas nas laterais, bem de leve, come\u00e7ava a engrossar de novo. Os calos voltaram. Devagar. Como sempre voltavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota sorriu. Pequeno. Quase triste. Mas verdadeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque por duas horas naquele buraco cheio de \u00e1gua azul petr\u00f3leo os p\u00e9s tinham sido perfeitos. Porque por duas horas ele n\u00e3o carregou nada.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso era o bastante.<\/p>\n\n\n\n<p>Pegou o caderno marrom da cabeceira, rabiscou &#8220;azul petr\u00f3leo, p\u00e9s lisos&#8221; na margem rasgada, e largou de lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Deitou na cama. Olhou o teto.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edm\u00e3 do Posto Esso, na caixinha da cabeceira, estava frio de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota fechou os olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A lagoa ainda estava l\u00e1. \u00c1gua azul petr\u00f3leo. Peixes prateados. P\u00e9s lisos.<\/p>\n\n\n\n<p>E enquanto a lembran\u00e7a durasse, o peso era menor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jota estacionou o Gol Bolinha Cinza Urban 2003 duas portas perto da entrada da Pedreira do Orleans \u00e0s tr\u00eas e quarenta e sete de uma tarde de s\u00e1bado de primavera que s\u00f3 esquentava. 44 anos, 1,83 m, 110 kg, camiseta regata vinho rasgada nos ombros e suada no peito, bermuda de tactel preta, t\u00eanis surrado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"featured_media":1731,"menu_order":74,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"livro":[18],"personagem":[2381,278,27,224,1500,256,255],"genero":[636],"tom":[939,128,2105],"timeline":[57],"versao_jota":[49],"categoria_cap":[2106,2107],"item_essencial":[33,31,36,37,32,35],"tema":[2110,2108,2109],"local":[2111,664,1834,45,761],"keyword":[2115,2113,2117,2118,2119,2116,2112,2114],"class_list":["post-1161","capitulo","type-capitulo","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","livro-dias-apos-um-fim","personagem-cachorros","personagem-enaldinho","personagem-gpjota","personagem-pai","personagem-pistolinha","personagem-popo","personagem-sheldon","genero-realismo-magico","tom-contemplativo","tom-melancolico","tom-sereno","timeline-curitiba","versao_jota-normal","categoria_cap-cura","categoria_cap-memoria","item_essencial-caderno-marrom-de-capa-dura","item_essencial-camiseta-regata-vinho","item_essencial-gol-bolinha-cinza-urban-2003","item_essencial-ima-posto-esso","item_essencial-mochila-laranja","item_essencial-tenis-surrado","tema-aceitacao","tema-alivio-e-impermanencia","tema-peso-emocional-e-fisico","local-afonso-camargo","local-capao-da-imbuia","local-casa-de-jota","local-curitiba","local-pedreira-do-orleans","keyword-azul-petroleo","keyword-calos","keyword-cura-temporaria","keyword-familia","keyword-ima","keyword-leveza","keyword-pedreira","keyword-peixes-prateados"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/capitulo\/1161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/capitulo"}],"about":[{"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulo"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1731"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"livro","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/livro?post=1161"},{"taxonomy":"personagem","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/personagem?post=1161"},{"taxonomy":"genero","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/genero?post=1161"},{"taxonomy":"tom","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/tom?post=1161"},{"taxonomy":"timeline","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/timeline?post=1161"},{"taxonomy":"versao_jota","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/versao_jota?post=1161"},{"taxonomy":"categoria_cap","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/categoria_cap?post=1161"},{"taxonomy":"item_essencial","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/item_essencial?post=1161"},{"taxonomy":"tema","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/tema?post=1161"},{"taxonomy":"local","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/local?post=1161"},{"taxonomy":"keyword","embeddable":true,"href":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/wp-json\/wp\/v2\/keyword?post=1161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}