{"id":1336,"date":"2026-04-05T00:15:00","date_gmt":"2026-04-05T03:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/?post_type=capitulo&#038;p=1336"},"modified":"2026-03-05T21:31:47","modified_gmt":"2026-03-06T00:31:47","slug":"cobertor-no-corredor","status":"publish","type":"capitulo","link":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/livro\/dias-apos-um-fim\/capitulo\/cobertor-no-corredor\/","title":{"rendered":"Cobertor no Corredor"},"content":{"rendered":"\n<p>O lugar \u00e9 imenso. Sal\u00f5es que se multiplicam como labirinto. Mesas compridas. Luzes baixas. Cheiro de comida misturado com perfume barato e cigarro queimado. Som de risada alta vindo de todos os cantos. Reencontro. Gente que Jota n\u00e3o via h\u00e1 anos. Abra\u00e7os que duram demais. Conversas que n\u00e3o v\u00e3o a lugar nenhum.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele anda cansado entre os corredores. Copo vazio na m\u00e3o. Camiseta regata vinho grudada de suor. J\u00e1 faz mais de uma hora que t\u00e1 procurando Daslu.<\/p>\n\n\n\n<p>Passa por uma mesa. Algu\u00e9m chama. Ele acena mas n\u00e3o para. Passa por outra. Mais gente. Mais barulho. A mochila laranja pesa nas costas. Devia ter deixado no carro. No Gol Bolinha estacionado l\u00e1 fora. Mas trouxe. Sempre traz. Os t\u00eanis surrados est\u00e3o guardados l\u00e1 dentro, junto com o caderno de capa dura marrom.<\/p>\n\n\n\n<p>Vira mais um corredor.<\/p>\n\n\n\n<p>E encontra.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu.<\/p>\n\n\n\n<p>Encostada na parede. Um metro e setenta e dois de pura destrui\u00e7\u00e3o. Vestido curto preto justo marcando cada curva do corpo de modelo. Pernas longas e torneadas que parecem n\u00e3o acabar nunca. Cintura fina. Quadril discreto mas perfeito. Peitos siliconados empinados pressionando o decote. Salto alto. Cabelo loiro platinado caindo liso at\u00e9 a metade das costas. Olhos \u00e2mbar que atravessam. Cigarro aceso entre os dedos. Olhando pro nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota para.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela levanta os olhos. V\u00ea ele. N\u00e3o sorri. S\u00f3 puxa o cigarro. A brasa acende. Ela solta a fuma\u00e7a devagar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pensei que voc\u00ea tinha ido embora \u2014 ela fala.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pensei nisso. \u2014 Jota se aproxima. \u2014 T\u00f4 cansado pra caralho.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu d\u00e1 mais um trago. O cigarro t\u00e1 quase acabando. Ela olha pra ele. Estende a m\u00e3o. Mostra o ma\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quer um?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota balan\u00e7a a cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o fumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela sorri de canto. Aquele sorriso que destr\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sim, eu sei.<\/p>\n\n\n\n<p>O cigarro dela apaga. Ela joga no ch\u00e3o. Pisa com o salto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pega outro do ma\u00e7o. Coloca na boca. Procura o isqueiro na bolsa pequena.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o acha.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota tira o isqueiro amarelo do bolso. O sobrevivente. Acende. A chama dan\u00e7a entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproxima do rosto dela. Ela inclina a cabe\u00e7a. O cigarro encosta na chama. Acende.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota apaga o isqueiro. Guarda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficam ali. Ela fumando. Ele s\u00f3 olhando. Encostados na mesma parede. Ombros quase se tocando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vou embora \u2014 Jota fala. \u2014 C\u00ea vem?<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu n\u00e3o responde na hora. Olha pro corredor. Pro movimento l\u00e1 no fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tem um cara \u2014 ela fala. Baixo. \u2014 Me chamou pra conversar. Num dos quartos.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota sente o est\u00f4mago apertar. N\u00e3o fala nada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Acho que vai rolar \u2014 ela continua. Ainda n\u00e3o olha pra ele. \u2014 Programa. Ele t\u00e1 pagando bem.<\/p>\n\n\n\n<p>O isqueiro pesa no bolso de Jota. Ele n\u00e3o mexe. S\u00f3 escuta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 T\u00e1. \u2014 A voz sai rouca. \u2014 Vou pro carro ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu joga o cigarro no ch\u00e3o. Pisa. Olha pra ele. Direto. Olhos \u00e2mbar fixos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Entra comigo. S\u00f3 at\u00e9 l\u00e1. Quero te mostrar o quarto.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota n\u00e3o entende. Mas vai.<\/p>\n\n\n\n<p>A porta t\u00e1 entreaberta. Luz vermelha vazando. Daslu empurra. Entra. Jota atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>O quarto \u00e9 pequeno. Cama de casal no centro. Len\u00e7ol vermelho. Abajur no canto. Um cara sentado na beirada da cama. Camisa social branca. Dois bot\u00f5es abertos. Cal\u00e7a social preta. Sapato engraxado. Rosto comum. Sem barba. Sem marcas. O tipo de cara que voc\u00ea esquece cinco minutos depois de ver.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele olha pra Daslu. Depois pra Jota. N\u00e3o fala nada. S\u00f3 espera.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu senta na cama. Do lado do cara. Cruza as pernas. O vestido sobe um pouco. Ela n\u00e3o ajusta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esse \u00e9 o Jota \u2014 ela fala. A voz mudou. Ficou profissional. Fria. \u2014 Meu namorado.<\/p>\n\n\n\n<p>O cara assente. Olha pra Jota de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Prazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota n\u00e3o responde. Fica parado na porta. A mochila nas costas.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu vira pra ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vou ficar aqui um pouco. Conversando.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota entende o que ela n\u00e3o t\u00e1 dizendo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 T\u00e1. Vou pro carro.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu levanta. R\u00e1pido. Vai at\u00e9 ele. Para bem perto. Olha nos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Se voc\u00ea ficar por aqui\u2026 \u2014 Ela hesita. Morde o l\u00e1bio. \u2014 Me sinto mais segura.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras caem como pedra.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota abre a boca. N\u00e3o sai nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu se aproxima mais. Abra\u00e7a ele. R\u00e1pido. Forte. Corpo quente pressionando contra o dele. Perfume doce misturado com cigarro. Cora\u00e7\u00e3o batendo. R\u00e1pido demais. Ou talvez seja o dele. N\u00e3o sabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas segundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela solta.<\/p>\n\n\n\n<p>Volta pra cama. Senta do lado do cara. Vira pra ele. Continua conversando. Valores. Tempo. Detalhes. Como se Jota n\u00e3o estivesse ali. Como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p>O cara olha pra Jota. Paciente. Esperando.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota respira fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tudo bem \u2014 ele fala. Baixo. Quase inaud\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Sai do quarto. N\u00e3o fecha a porta.<\/p>\n\n\n\n<p>O corredor \u00e9 longo. Vazio. Cheira a cigarro frio e mofo. Paredes brancas. Luz amarela no teto. Cadeiras de pl\u00e1stico encostadas de um lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota v\u00ea o cobertor.<\/p>\n\n\n\n<p>Jogado numa das cadeiras. Cinza. Velho. Pu\u00eddo nas bordas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pega.<\/p>\n\n\n\n<p>Senta no ch\u00e3o. Encostado na parede oposta. De frente pra porta entreaberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Luz vermelha vaza pela fresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota puxa o cobertor at\u00e9 o peito. Apoia a cabe\u00e7a na parede. Fria. \u00damida.<\/p>\n\n\n\n<p>Espera.<\/p>\n\n\n\n<p>A porta se fecha. N\u00e3o completamente. S\u00f3 empurrada. A luz vermelha fica mais fraca. Mas n\u00e3o apaga.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois:<\/p>\n\n\n\n<p>Vozes baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dele. Dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Riso. Dela. Agudo. Curto.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota fecha os olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Abre de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Som de z\u00edper. Lento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tecido caindo no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota tira a mochila das costas. Abre. Pega o caderno de capa dura marrom. O \u00edm\u00e3 de geladeira cinza fosco est\u00e1 preso na capa. Logo do Posto Esso quase apagado. N\u00e3o brilha. N\u00e3o esquenta. S\u00f3 fica ali. Frio. Morto.<\/p>\n\n\n\n<p>Abre o caderno numa p\u00e1gina qualquer. A caneta quase sem tinta.<\/p>\n\n\n\n<p>Escreve:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela pediu pra eu ficar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para. A m\u00e3o treme.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Disse que se sente mais segura.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O colch\u00e3o range.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez. Duas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ritmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota aperta a caneta. A tinta borra.<\/p>\n\n\n\n<p>Escreve mais r\u00e1pido:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o sei por que aceitei. N\u00e3o sei por que ainda t\u00f4 aqui. N\u00e3o sei\u2014&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A voz dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Gemido.<\/p>\n\n\n\n<p>Baixo no come\u00e7o. Depois mais alto.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota para de escrever.<\/p>\n\n\n\n<p>Fecha o caderno. O \u00edm\u00e3 frio na palma da m\u00e3o quando segura a capa. Guarda. Fecha a mochila. Empurra pra longe.<\/p>\n\n\n\n<p>Puxa o cobertor at\u00e9 o queixo.<\/p>\n\n\n\n<p>O cobertor n\u00e3o aquece nada.<\/p>\n\n\n\n<p>O colch\u00e3o continua rangendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais r\u00e1pido agora.<\/p>\n\n\n\n<p>A voz dele. Rouca. Soltando palavras que Jota n\u00e3o consegue entender.<\/p>\n\n\n\n<p>A voz dela. Respondendo. Clara demais. Pr\u00f3xima demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota aperta os olhos. For\u00e7a. Mas n\u00e3o consegue fechar direito. Sempre abrem de novo. Sozinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Olha pra porta entreaberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Luz vermelha pulsando.<\/p>\n\n\n\n<p>Sombras se mexendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele vira o rosto. Olha pro lado. Pro teto. Pro ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os ouvidos n\u00e3o desligam.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca desligam.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gua correndo. Torneira. Pia.<\/p>\n\n\n\n<p>Vozes baixas de novo. Conversando. Rindo. Como amigos. Como gente que acabou de fazer algo normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota respira fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Solta devagar.<\/p>\n\n\n\n<p>A porta se abre mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu sai. Vestido ajeitado. Cabelo ainda perfeito. Salto batendo no ch\u00e3o. Um metro e setenta e dois de dor andando em dire\u00e7\u00e3o a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea Jota no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para.<\/p>\n\n\n\n<p>Olha pra ele. Pro cobertor. Pro rosto dele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Obrigada \u2014 ela fala. Baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota n\u00e3o responde.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela se abaixa. Na frente dele. M\u00e3o no rosto dele. Quente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea ficou mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea pediu.<\/p>\n\n\n\n<p>Daslu sorri. Triste. Ou talvez n\u00e3o. Jota n\u00e3o consegue mais ler.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela beija a testa dele. R\u00e1pido. Levanta. Volta pro corredor.<\/p>\n\n\n\n<p>O cara sai do quarto depois. Camisa abotoada. Cabelo penteado. Olha pra Jota no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Valeu, cara \u2014 ele fala.<\/p>\n\n\n\n<p>Passa.<\/p>\n\n\n\n<p>Some no corredor.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota fica ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentado no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cobertor no peito.<\/p>\n\n\n\n<p>Parede fria nas costas.<\/p>\n\n\n\n<p>Porta aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Luz vermelha ainda acesa l\u00e1 dentro.<\/p>\n\n\n\n<p>Len\u00e7ol amassado.<\/p>\n\n\n\n<p>Cheiro de sexo e cigarro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele sabe que devia levantar.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe que devia ir pro carro.<\/p>\n\n\n\n<p>Pro Gol Bolinha l\u00e1 fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ligar o motor. Ir embora.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o vai.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque ela pode precisar de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque ela pediu.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque se sentiu mais segura.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele fica.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre fica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo quando d\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo quando humilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo quando o cobertor n\u00e3o aquece nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele fica.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque ela pediu isso.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele nunca conseguiu negar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca vai conseguir.<\/p>\n\n\n\n<p>O corredor \u00e9 longo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vazio.<\/p>\n\n\n\n<p>Cheira a cigarro frio.<\/p>\n\n\n\n<p>E Jota continua ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentado no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esperando.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre esperando.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ela precisar de novo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lugar \u00e9 imenso. Sal\u00f5es que se multiplicam como labirinto. Mesas compridas. Luzes baixas. 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