{"id":1338,"date":"2026-04-07T00:15:00","date_gmt":"2026-04-07T03:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/?post_type=capitulo&#038;p=1338"},"modified":"2026-03-05T21:34:26","modified_gmt":"2026-03-06T00:34:26","slug":"frequencia-50","status":"publish","type":"capitulo","link":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/livro\/dias-apos-um-fim\/capitulo\/frequencia-50\/","title":{"rendered":"Frequ\u00eancia 50"},"content":{"rendered":"\n<p>O c\u00e9u n\u00e3o tem cor. Cinza s\u00f3lido, uniforme, sem nuvens, sem sol, sem nada que indique vida l\u00e1 em cima. S\u00f3 o rasgo. Enorme. Perfeitamente circular. Negro. Suspenso no horizonte como uma ferida aberta no tecido do mundo. O buraco n\u00e3o reflete luz. N\u00e3o emite som. Apenas existe. E suga tudo na dire\u00e7\u00e3o dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Milhares caminham em sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Filas intermin\u00e1veis de gente se movendo devagar, carregando malas, sacolas, crian\u00e7as no colo, ou nada. Apenas os corpos. Todos na mesma dire\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m corre. Ningu\u00e9m grita. S\u00f3 caminham. Rostos cansados. Olhos vazios. Como se j\u00e1 tivessem aceitado que n\u00e3o h\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota paira acima da multid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Corpo leve. Voo f\u00e1cil. Bra\u00e7os abertos, camiseta regata vinho rasgada na lateral direita, t\u00eanis surrados nos p\u00e9s, cadar\u00e7o direito solto balan\u00e7ando no vento. Mochila laranja nas costas pesando quase nada. Pendurado numa das al\u00e7as, amarrado com arame: o retrovisor do Gol Bolinha. \u00danico peda\u00e7o que sobrou. Espelho rachado refletindo o c\u00e9u cinza. O caderno de anota\u00e7\u00f5es de capa dura marrom est\u00e1 l\u00e1 dentro da mochila, \u00edm\u00e3 de geladeira cinza fosco preso na capa, embrulhado num pano velho. Escreveu nele antes de levantar voo. Tr\u00eas linhas apenas:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Extin\u00e7\u00e3o confirmada. Buraco \u00e9 a \u00fanica porta. Frequ\u00eancia 50 aberta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No ouvido direito, um r\u00e1dio pequeno. Transistor antigo, fita isolante segurando a antena. A frequ\u00eancia 50 chia baixo, constante, como respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Frequ\u00eancia 50, algu\u00e9m me escuta? \u2014 a voz corta o chiado. Feminina. Rouca. Cansada mas firme.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota reconhece na hora. Maju Kuzito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Escuto \u2014 ele responde. N\u00e3o precisa apertar bot\u00e3o. A voz sai direto, atravessa o ar, chega onde precisa chegar. \u2014 Onde voc\u00ea t\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Uns tr\u00eas quil\u00f4metros atr\u00e1s. T\u00f4 vendo voc\u00ea voando. \u2014 Pausa. \u2014 Tem quanto tempo ainda?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota olha pra frente. O buraco t\u00e1 a uns cinco quil\u00f4metros. Talvez menos. A multid\u00e3o caminha devagar mas n\u00e3o para nunca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Meia hora. Talvez quarenta minutos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 seguro?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota n\u00e3o responde na hora. Desce um pouco. Paira mais perto das cabe\u00e7as. V\u00ea rostos. Velhos. Crian\u00e7as. Gente que j\u00e1 desistiu de entender. Gente que ainda espera alguma coisa do outro lado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 a \u00fanica coisa que tem \u2014 ele fala por fim.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio na linha. Depois:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ent\u00e3o \u00e9 pra onde eu vou.<\/p>\n\n\n\n<p>A transmiss\u00e3o corta. Volta o chiado.<\/p>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o outra voz explode no r\u00e1dio. Aguda. Nervosa. Fribilando:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 JOTA! CH\u00d4! VOC\u00ca T\u00c1 A\u00cd?<\/p>\n\n\n\n<p>Rosquinha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 T\u00f4, Rosquinha. Calma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 CALMA PORRA NENHUMA! EU T\u00d4 PROCURANDO BOY MAGIA COM NECA ODARA E S\u00d3 TEM HETERO TRISTE AQUI!<\/p>\n\n\n\n<p>Jota ri. Sem querer. O som sai estranho no meio do apocalipse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea t\u00e1 bem?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 T\u00d4 UMA MERDA, CH\u00d4! MAS SE EU VOU MORRER, VOU MORRER ACOMPANHADO! TEM QUE TER UM BOFE DECENTE NESSA PORRA!<\/p>\n\n\n\n<p>A voz some. Volta o chiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota sorri. Cansado. Mas sorri.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua voando.<\/p>\n\n\n\n<p>Passa por cima das filas. Passa por cima dos que ainda carregam esperan\u00e7a e dos que j\u00e1 largaram tudo no caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>O buraco vai crescendo no horizonte. Cada vez mais pr\u00f3ximo. Cada vez mais real.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota pousa na borda.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o exatamente na borda. Uns dez metros antes. Onde a terra ainda existe. Depois disso, s\u00f3 o vazio. O buraco come\u00e7a ali. Abrupto. Sem transi\u00e7\u00e3o. Ch\u00e3o s\u00f3lido de um lado, escurid\u00e3o absoluta do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>O vento que sai de l\u00e1 \u00e9 quente. Cheira a terra molhada e eletricidade queimada. Sobe em rajadas irregulares, como se o buraco estivesse respirando.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem um homem parado ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Sozinho. De p\u00e9. Olhando o abismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Leandro Costa. Todo mundo chama ele de Liam Neeson desde&#8230; ningu\u00e9m lembra quando come\u00e7ou. Ele parece. Ou n\u00e3o parece. Depende do penteado. Depende do vento. Mas o apelido grudou.<\/p>\n\n\n\n<p>Barba grisalha, densa, mal cuidada. Rugas fundas ao redor dos olhos. Uma rajada muda a forma do cabelo \u2014 e por um segundo ele parece ainda mais com Liam Neeson. M\u00e3os grandes, calejadas, uma delas segurando um cigarro apagado. Usa um sobretudo cinza surrado, botas de couro rachadas, e carrega o peso de quem viu o mundo acabar mais de uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele vira a cabe\u00e7a quando Jota pousa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea voa \u2014 n\u00e3o \u00e9 pergunta. \u00c9 constata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voo.<\/p>\n\n\n\n<p>Liam Neeson assente. Olha de novo pro buraco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 J\u00e1 foi l\u00e1 dentro?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ainda n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vai?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vou.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio. O vento sobe mais forte. Jota sente o calor batendo no rosto. Liam Neeson volta a olhar o cigarro apagado na m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tem fogo?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota enfia a m\u00e3o no bolso da cal\u00e7a. Tira o isqueiro amarelo. O sobrevivente. Acende na primeira tentativa. A chama dan\u00e7a no vento mas n\u00e3o apaga.<\/p>\n\n\n\n<p>Liam Neeson se inclina. Acende o cigarro. Puxa fundo. Solta a fuma\u00e7a devagar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Obrigado.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota guarda o isqueiro. Fica ali parado. Os dois olhando o buraco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea acha que tem alguma coisa do outro lado? \u2014 Liam Neeson pergunta.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota demora pra responder.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o sei. Mas \u00e9 pra onde todo mundo t\u00e1 indo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 E se n\u00e3o tiver nada?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ent\u00e3o a gente morreu tentando. \u2014 Pausa. \u2014 Ou a gente j\u00e1 morreu faz tempo e s\u00f3 t\u00e1 percebendo agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Liam Neeson ri. Seco. Sem humor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea \u00e9 otimista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sou realista.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e1dio no ouvido de Jota chia de novo. A voz da Maju volta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Jota. T\u00f4 chegando perto. D\u00e1 pra ver o buraco daqui.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 V\u00ea a borda?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vejo. \u2014 Pausa. \u2014 Tem um cara de sobretudo ali do seu lado?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota olha pro Liam Neeson. Ele continua fumando, olhando o vazio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ele vai entrar?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota n\u00e3o sabe. Olha pra ele de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00ea vai entrar? \u2014 pergunta direto.<\/p>\n\n\n\n<p>Liam Neeson joga o cigarro no ch\u00e3o. Pisa. Olha pra Jota. Os olhos fundos, cansados, mas ainda vivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vou. Mas n\u00e3o agora. \u2014 Aponta com o queixo pra multid\u00e3o que ainda se aproxima. \u2014 Deixa eles irem primeiro. Quero ver se algu\u00e9m grita do outro lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota entende.<\/p>\n\n\n\n<p>A multid\u00e3o continua chegando. Agora mais perto. Os primeiros j\u00e1 est\u00e3o a poucos metros da borda. Olham o abismo. Param. Hesitam. Depois entram.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o pulam. S\u00f3 caminham pra frente e desaparecem. Sem som. Sem grito. Apenas somem na escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um atr\u00e1s do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o Jota v\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Caminhando no meio da multid\u00e3o. Macac\u00e3o azul. Ferramentas no cinto. Cabelo bagun\u00e7ado. Olhar distante como sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele chega na borda. Para. Olha pra baixo. N\u00e3o hesita. N\u00e3o olha pra tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 d\u00e1 um passo.<\/p>\n\n\n\n<p>E cai.<\/p>\n\n\n\n<p>Desaparece na escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem som.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem drama.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se estivesse entrando numa sala.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota fica parado. Observando a escurid\u00e3o onde Rand sumiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Liam Neeson tamb\u00e9m viu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ele conhecia o caminho \u2014 Liam Neeson fala baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Rand sempre conhece \u2014 Jota responde.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Frequ\u00eancia 50 \u2014 Jota fala no r\u00e1dio. \u2014 Eu vou na frente. Se tiver algo l\u00e1, eu aviso.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas segundos de sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois a voz da Maju, mais baixa:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Boa sorte, comandante.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota sorri sem humor.<\/p>\n\n\n\n<p>Liam Neeson estende a m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Boa sorte.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota aperta. M\u00e3o firme. Calejada. De quem j\u00e1 segurou muita coisa e soltou mais ainda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Valeu, Liam.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota se afasta da borda. D\u00e1 tr\u00eas passos pra tr\u00e1s. Respira fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tira a mochila laranja das costas. Abre. Pega o caderno. O \u00edm\u00e3 frio na palma quando segura a capa. Escreve r\u00e1pido:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Entrando agora. Se algu\u00e9m ler isso, n\u00e3o foi covardia. Foi necessidade. Rand entrou antes. Ele sabia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fecha o caderno. Guarda. Fecha a mochila. Coloca nas costas de novo. O retrovisor do Gol balan\u00e7a na al\u00e7a. Reflete o c\u00e9u cinza. Reflete o buraco. Reflete Jota.<\/p>\n\n\n\n<p>Olha pra frente.<\/p>\n\n\n\n<p>O buraco respira.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota corre.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas passos. Quatro. Cinco.<\/p>\n\n\n\n<p>Levanta voo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dispara.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais r\u00e1pido que qualquer avi\u00e3o. Mais r\u00e1pido que pensamento. Corpo cortando o ar, bra\u00e7os colados no corpo, mochila apertada nas costas, retrovisor tilintando contra a al\u00e7a, vento uivando nos ouvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A borda passa.<\/p>\n\n\n\n<p>O ch\u00e3o some.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota entra no buraco como flecha. Como bala. Como \u00faltimo suspiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O vento fica mais quente. Depois gelado. Depois some.<\/p>\n\n\n\n<p>A luz desaparece por completo.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e1dio no ouvido chia. Chia. Chia.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Jota? \u2014 a voz da Maju, distante, distorcida. \u2014 Voc\u00ea t\u00e1 a\u00ed?<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tenta responder. Abre a boca.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada sai.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 o vazio.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 a queda.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 a frequ\u00eancia 50 chiando no infinito.<\/p>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o, do nada, no meio da escurid\u00e3o absoluta:<\/p>\n\n\n\n<p>Luz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e9u n\u00e3o tem cor. Cinza s\u00f3lido, uniforme, sem nuvens, sem sol, sem nada que indique vida l\u00e1 em cima. S\u00f3 o rasgo. Enorme. Perfeitamente circular. Negro. Suspenso no horizonte como uma ferida aberta no tecido do mundo. O buraco n\u00e3o reflete luz. N\u00e3o emite som. Apenas existe. E suga tudo na dire\u00e7\u00e3o dele. 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