{"id":680,"date":"2026-01-07T00:15:00","date_gmt":"2026-01-07T03:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/?post_type=capitulo&#038;p=680"},"modified":"2026-03-11T18:44:52","modified_gmt":"2026-03-11T21:44:52","slug":"o-beijo-roubado-no-mar-de-pessoas","status":"publish","type":"capitulo","link":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/livro\/dias-apos-um-fim\/capitulo\/o-beijo-roubado-no-mar-de-pessoas\/","title":{"rendered":"O Beijo Roubado no Mar de Pessoas"},"content":{"rendered":"\n<p>O Gol Bolinha Cinza Urban 2003 duas portas estacionou torto na rua, metade em cima da cal\u00e7ada, metade fora. Jota desligou o motor, puxou o freio de m\u00e3o com for\u00e7a e ficou parado ali por uns segundos, ouvindo o barulho da festa l\u00e1 dentro: som alto, gente gritando, risada explodindo pela janela aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiu do carro, trancou a porta do motorista, jogou a mochila laranja nas costas e seguiu pro port\u00e3o. Camiseta regata vinho grudada no corpo pelo calor, barba cheia, cabelo bagun\u00e7ado, 110 quilos de apaixonado chegando com o celular na m\u00e3o e um sorriso de ot\u00e1rio que n\u00e3o cabia na cara.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrou na festa e foi direto pro corredor. Encostou na parede, tirou o celular do bolso e digitou pra Satogos Cruel:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;T\u00f4 louco pra te ver.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mandou e ficou olhando os tr\u00eas pontinhos aparecerem e sumirem como adolescente apaixonado. A festa tava no auge: som alto, gente gritando, cheiro de churrasco misturado com cerveja derramada, aquele calor que faz todo mundo suar e ningu\u00e9m ligar.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi quando o Rand Oliveira apareceu do nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Literalmente do nada. Um segundo o corredor tava vazio, no outro ele tava ali, macac\u00e3o azul de t\u00e9cnico, cara de quem acabou de consertar alguma coisa importante e decidiu aparecer s\u00f3 pra causar. Ele foi direto numa morena baixinha que tava do lado e soltou em voz alta, querendo impressionar:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Essa banda cover \u00e9 rid\u00edcula, parece karaok\u00ea de buteco.<\/p>\n\n\n\n<p>A morena nem respondeu. Mas Satogos Cruel apareceu na porta da cozinha, cerveja na m\u00e3o, olhos verdes gelados fixos no Rand.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Para, Rand. Respeita quem t\u00e1 tocando ao vivo. Eles s\u00e3o fodas pra caralho.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand ficou vermelho que nem piment\u00e3o. Abriu a boca, fechou, abriu de novo, n\u00e3o saiu nada. A morena riu, Satogos virou as costas e voltou pra cozinha como se nada tivesse acontecido. Jota guardou o celular e riu baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ponto pra Satogos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre foi assim. Ela n\u00e3o deixava passar nada. N\u00e3o aceitava merda de ningu\u00e9m. E ainda por cima ficava mais gostosa cada vez que abria a boca pra destruir algu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota olhou pro Rand, que ainda tava parado no corredor, cara de quem tinha levado um soco invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Relaxa, Rand, mas tu deu a brecha. Ela \u00e9 assim mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand balan\u00e7ou a cabe\u00e7a, deu um sorriso torto e desapareceu. Virou pro lado, entrou na sala cheia de gente e sumiu como n\u00e9voa entre os corpos. Jota piscou, olhou em volta, mas o Rand j\u00e1 n\u00e3o tava mais ali.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edpico.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota achou Satogos no corredor que levava pros quartos. Ela tava encostada na parede, cigarro entre os dedos, olhando pro celular com aquela cara de quem t\u00e1 entediada mas linda demais pra ningu\u00e9m ligar.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabelo castanho-escuro caindo nos ombros, blusinha preta decotada, cal\u00e7a jeans que parecia pintada nela. Olhos verdes claros que gelavam qualquer um.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela levantou o olhar quando ele se aproximou. Sorriu de canto. Aquele sorriso que derrubava pr\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Demorou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tava te procurando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Mentira. Tu tava no banheiro com o Rosquinha dando um tirinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela viu. \u00d3bvio que ela viu. Satogos via tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota encostou do lado dela, ombro quase tocando o ombro dela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quer que eu pe\u00e7a desculpa?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quero que tu acenda meu cigarro. Isqueiro morreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela mostrou o isqueiro dela. Preto, vagabundo, desses de posto. Jota tirou a mochila laranja das costas, abriu o z\u00edper, procurou no meio das coisas. Viu o caderno de capa dura marrom, afastou ele de lado, e achou o isqueiro amarelo no fundo. O sobrevivente.<\/p>\n\n\n\n<p>Acendeu na primeira. Chama firme, quente. Satogos se inclinou, olhos fixos nos dele, e puxou a fuma\u00e7a devagar. Soltou de lado, soprou longe do rosto dele, mas perto o suficiente pra ele sentir o cheiro doce misturado com tabaco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Valeu, Jota.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 De nada, pequena.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela jogou o cigarro no ch\u00e3o, pisou em cima com a bota de salto, pegou a m\u00e3o dele sem perguntar e caminhou pro banheiro feminino no fim do corredor. Quadril balan\u00e7ando, tatuagens no bra\u00e7o esquerdo brilhando na luz fraca, conduzindo ele como se a decis\u00e3o j\u00e1 tivesse sido tomada fazia tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O banheiro feminino tava cheio. Duas minas retocando batom no espelho, outra lavando a m\u00e3o, uma quarta sentada no ch\u00e3o mexendo no celular. Satogos entrou, Jota entrou atr\u00e1s. As minas olharam, riram, uma delas gritou &#8220;aeee&#8221; e sa\u00edram todas de uma vez, deixando s\u00f3 eles dois.<\/p>\n\n\n\n<p>Satogos trancou a porta. Virou pra ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota deu um passo \u00e0 frente. Ela n\u00e3o recuou. Ficou ali, encostada na pia, olhando pra cima (porque ela era alta, mas ele era mais), mordendo o l\u00e1bio inferior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tu vai ficar parado ou vai fazer alguma coisa?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota segurou o rosto dela com as duas m\u00e3os. Pele quente, suave, perfume doce que grudava em tudo. Satogos sorriu. Aquele sorriso que desmonta qualquer um.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles foram se aproximar.<\/p>\n\n\n\n<p>E o banheiro virou praia de feriado.<\/p>\n\n\n\n<p>A porta se abriu de uma vez. Um mar de gente invadiu: cinco, seis, sete minas gritando, rindo, copo de cerveja na m\u00e3o, flash de celular estourando na cara, cheiro de perfume barato misturando com cerveja derramada. Cotovelo de algu\u00e9m acertou as costelas do Jota, outra mina trope\u00e7ou e derrubou a bolsa no p\u00e9 dele, algu\u00e9m gritou &#8220;banheiro ocupado, caralho&#8221;, mas ningu\u00e9m saiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota olhou em volta, sentiu o aperto, o calor, o sufoco, e soltou sem filtro:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Puta que pariu, mar de gente do caralho aqui dentro!<\/p>\n\n\n\n<p>Satogos explodiu de rir. Risada alta, verdadeira, aquela que ele quase nunca via. Ele tamb\u00e9m riu.<\/p>\n\n\n\n<p>E na confus\u00e3o toda, no meio do grito, do flash, do copo caindo, ele puxou ela pra tr\u00e1s da porta, apertou ela contra a parede e roubou o beijo.<\/p>\n\n\n\n<p>Beijo urgente. Bagun\u00e7ado. Molhado. Dente batendo, l\u00edngua atrapalhada, mordida no l\u00e1bio inferior, m\u00e3o dele na cintura dela apertando forte, sentindo o calor da pele, a tatuagem no bra\u00e7o dela ro\u00e7ando no peito dele. M\u00e3o dela puxando ele pela camiseta regata vinho suada. Beijo de quem esperou m\u00eas demais. Beijo de quem sabia que podia n\u00e3o ter outro.<\/p>\n\n\n\n<p>O barulho sumiu. O mundo sumiu. S\u00f3 existia ela. O gosto de cerveja e cigarro, o cheiro de perfume doce, a pele quente grudada na dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando separaram, Satogos ainda ria, batom borrado, olhos brilhando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tu \u00e9 louco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tu que pediu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela passou a m\u00e3o no rosto dele, limpou o batom da boca dele com o polegar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Valeu a pena?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Melhor beijo da porra da minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela sorriu. Beijou ele de novo. R\u00e1pido, leve, quase carinhoso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Agora some antes que algu\u00e9m tire foto.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota saiu do banheiro com o batom dela ainda na boca, a camiseta regata amassada, a mochila laranja nas costas e o cora\u00e7\u00e3o na garganta.<\/p>\n\n\n\n<p>No corredor, encostado na parede como se nunca tivesse sa\u00eddo dali, tava o Rand Oliveira. Macac\u00e3o azul, sorriso de canto, cara de quem sabia de tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele olhou pra Jota. Olhou pro batom vermelho ainda marcado no canto da boca. Sorriu mais largo. Deu um tapinha no ombro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Valeu a pena esperar?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota sorriu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand assentiu, satisfeito. Virou e entrou na sala cheia de gente. E sumiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota ficou parado no corredor, processando. Balan\u00e7ou a cabe\u00e7a, riu sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Deu dois passos em dire\u00e7\u00e3o ao quintal e sentiu o cadar\u00e7o direito do t\u00eanis surrado soltar. O t\u00eanis velho, ded\u00e3o aparecendo pelo buraco, sola quase solta, fiel companheiro de todas as horas. O cadar\u00e7o arrastou no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele parou. Encostou o ombro na parede, levantou o p\u00e9 direito e come\u00e7ou a amarrar. Foi quando viu, refletido no vidro emba\u00e7ado da janela do corredor, o batom vermelho de Satogos ainda marcado no canto da boca.<\/p>\n\n\n\n<p>Sorriu.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o limpou.<\/p>\n\n\n\n<p>Amarrou o cadar\u00e7o devagar, com calma, como quem t\u00e1 amarrando uma lembran\u00e7a no lugar. Quando terminou, abaixou o p\u00e9, ajeitou a mochila laranja nas costas e seguiu pro quintal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pegou outro refri, encostou no muro e ficou quieto, sorrindo sozinho, batom de Satogos ainda marcado no canto da boca.<\/p>\n\n\n\n<p>Feliz pra caralho.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque alguns beijos n\u00e3o precisam de sil\u00eancio, de luz baixa, de trilha sonora rom\u00e2ntica. Precisam s\u00f3 de um banheiro lotado, uma mulher que te destr\u00f3i com um sorriso, e coragem de soltar um &#8220;puta que pariu, mar de gente do caralho aqui dentro&#8221; no meio do caos.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota ficou ali, refrigerante na m\u00e3o, batom na boca, t\u00eanis surrado com cadar\u00e7o direito rec\u00e9m-amarrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>Completo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivo pra caralho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Gol Bolinha Cinza Urban 2003 duas portas estacionou torto na rua, metade em cima da cal\u00e7ada, metade fora. Jota desligou o motor, puxou o freio de m\u00e3o com for\u00e7a e ficou parado ali por uns segundos, ouvindo o barulho da festa l\u00e1 dentro: som alto, gente gritando, risada explodindo pela janela aberta. 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