{"id":802,"date":"2026-01-19T00:15:00","date_gmt":"2026-01-19T03:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/?post_type=capitulo&#038;p=802"},"modified":"2026-03-02T19:49:18","modified_gmt":"2026-03-02T22:49:18","slug":"rebobinar-o-soco","status":"publish","type":"capitulo","link":"https:\/\/ziev.com.br\/gpjota\/livro\/dias-apos-um-fim\/capitulo\/rebobinar-o-soco\/","title":{"rendered":"Rebobinar o Soco"},"content":{"rendered":"\n<p>A casa de Rand. Quintal na frente, dois cachorros soltos que ladravam pra qualquer movimento. Dentro: v\u00e1rios sof\u00e1s, espa\u00e7o, luz amarela fraca pingando do teto, pelos de cachorros por toda parte, cheiro normal apesar de casa de homem solteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota estacionara o Gol Bolinha 2003 cinza na frente, banco do motorista afundado como sempre. A mochila laranja estava jogada no canto da sala, z\u00edper meio aberto, caderno de capa dura marrom aparecendo por cima. A camiseta regata vinho dele grudava no peito de suor. O t\u00eanis surrado com o cadar\u00e7o direito solto de novo, mas ele n\u00e3o tinha amarrado. N\u00e3o tinha tempo. Rand chamara ele, era sexta-cheira, dia normal de curti\u00e7\u00e3o na casa dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora os dois tavam sentados na sala, risada besta saindo f\u00e1cil, conversando merda sobre nada. O p\u00f3 batia forte, limpo, subia r\u00e1pido. Jota sentia o cora\u00e7\u00e3o acelerado, mand\u00edbula travando, mas tava feliz. Rand tamb\u00e9m. Os dois rindo de qualquer coisa, gesticulando demais, falando alto sem perceber.<\/p>\n\n\n\n<p>O isqueiro amarelo \u2014 o sobrevivente \u2014 tava na mesinha de centro ao lado de um prato e um canudo amassado.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed veio o soco.<\/p>\n\n\n\n<p>Do nada. Sem aviso.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3o de Rand veio lateral, r\u00e1pida, acertou o queixo de Jota com um estalo seco. O quarto girou. Gosto met\u00e1lico encheu a boca. Jota caiu de lado, ombro batendo no ch\u00e3o, cabe\u00e7a quase acertando a quina da mesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand riu. Um riso doente, paran\u00f3ico, daqueles que o p\u00f3 traz quando bate errado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tu tava olhando pra mim torto \u2014 ele disse, voz arrastada, olhos arregalados demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota cuspiu sangue. Sentiu a mand\u00edbula doendo, mas a surpresa deu for\u00e7a. Levantou num movimento \u00fanico, puxou Rand pelo colarinho da camiseta, girou o corpo e derrubou ele no ch\u00e3o com um golpe seco. A cabe\u00e7a de Rand bateu no ch\u00e3o com um som oco.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00eanis de Jota rangeu. O cadar\u00e7o direito desamarrou sozinho, mas ele n\u00e3o viu. N\u00e3o teve tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota subiu em cima, joelho no peito de Rand, m\u00e3os segurando os ombros dele contra o ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eu vou te dar uma chance \u2014 Jota disse, voz baixa, controlada, respira\u00e7\u00e3o curta.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand tentou rir de novo, mas o riso saiu torto, assustado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Que chance, caralho? Tu vai me bater?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o \u2014 Jota respondeu, olhos fixos nele. \u2014 Vou te levar de volta. Pro segundo antes. Voc\u00ea vai sentir tudo de novo. E vai escolher.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand piscou, confuso, o p\u00f3 misturando tudo na cabe\u00e7a dele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Como tu vai fazer isso? T\u00e1 mais doid\u00e3o que eu, porra.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota n\u00e3o respondeu. Soltou um dos ombros de Rand, colocou a m\u00e3o direita no ombro esquerdo dele com firmeza. Fechou os olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand olhou pro lado, viu o isqueiro amarelo na mesa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tu sempre mexe com esse isqueiro quando t\u00e1 muito louco \u2014 ele disse, voz falhando.<\/p>\n\n\n\n<p>O isqueiro amarelo acendeu sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Chama azul-p\u00e1lida, imposs\u00edvel, subindo dois dedos acima do bico. A luz azul se espalhou pela sala, atravessou os dois corpos, entrou pelos poros. O quarto encolheu. As paredes se curvaram pra dentro. O tempo estalou \u2014 um som seco, como osso quebrando longe.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand sentiu o peito contrair, como se algu\u00e9m tivesse apertado um bot\u00e3o no centro do esterno. Mem\u00f3ria e vis\u00e3o se misturaram. O ch\u00e3o sumiu.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele voltou.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Rand estava de p\u00e9 \u2014 ou nunca tinha ca\u00eddo?<\/p>\n\n\n\n<p>Bra\u00e7o leve ao lado do corpo. Punho se fechando devagar. A decis\u00e3o nascendo na base do cr\u00e2nio, subindo, quente, urgente. Jota sentado no ch\u00e3o, rindo de alguma coisa que ele tinha dito. Inocente. Vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O soco ainda n\u00e3o tinha sa\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas junto com o presente \u2014 como transpar\u00eancia sobre papel, como dois filmes projetados na mesma tela \u2014 Rand viu os futuros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Futuro 1:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele d\u00e1 o soco. Acerta o queixo de Jota. Jota cai. Rand ri. Mas a\u00ed Jota levanta. R\u00e1pido demais. Puxa Rand, gira, derruba. Sobe em cima. N\u00e3o para. Soca uma, duas, tr\u00eas vezes at\u00e9 a mand\u00edbula estalar. O som \u2014 seco, claro, definitivo. Osso partindo. Dor irradiando do maxilar at\u00e9 a base do cr\u00e2nio. Sangue enchendo a boca. Dentes soltos. Rand gritando, mas o som n\u00e3o sai. Jota continua. Olhos vazios. M\u00e3os autom\u00e1ticas. Soca at\u00e9 Rand desmaiar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Futuro 2:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o d\u00e1 o soco. Recua. A m\u00e3o cai. O punho abre. Vergonha queima o rosto, sobe pelo pesco\u00e7o, desce pelas costas. Jota olha pra ele, confuso: &#8220;T\u00e1 tudo bem?&#8221; Rand balbucia algo, levanta, sai cambaleando. Na rua, o ar frio bate na cara. Humilha\u00e7\u00e3o. Fraqueza. O gosto amargo de ter recuado. De n\u00e3o ter feito nada. De ser covarde.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Futuro 3:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele d\u00e1 o soco. Jota cai. Rand ri. Jota levanta, coloca a m\u00e3o no ombro dele. Luz azul. Tempo volta. Rand v\u00ea de novo. D\u00e1 o soco de novo. Cai de novo. Volta de novo. Loop infinito. Dando o mesmo soco, vendo a mesma consequ\u00eancia, eternamente preso no segundo antes da escolha. Enlouquecendo devagar. Perdendo a no\u00e7\u00e3o de quantas vezes j\u00e1 viveu aquilo. Mand\u00edbula quebrando infinitas vezes. At\u00e9 n\u00e3o sobrar nada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>A m\u00e3o de Rand tremeu.<\/p>\n\n\n\n<p>O punho vacilou.<\/p>\n\n\n\n<p>O gosto da fratura encheu a boca dele \u2014 real, presente, como se j\u00e1 tivesse acontecido. A dor latejava na mand\u00edbula que ainda estava inteira. O som do osso partindo ecoava nos ouvidos. E pior: a sensa\u00e7\u00e3o do loop, da repeti\u00e7\u00e3o eterna, da loucura se instalando.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3o caiu.<\/p>\n\n\n\n<p>O corpo recuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand piscou \u2014 e o mundo explodiu de volta.<\/p>\n\n\n\n<p>Som. Luz. Gravidade. Tudo batendo de uma vez. Joelhos quase cederam. Respira\u00e7\u00e3o falhando.<\/p>\n\n\n\n<p>Estava de p\u00e9 na sala de novo, mas o corpo n\u00e3o sabia. As m\u00e3os tremiam. O est\u00f4mago revirava.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota estava do outro lado. De p\u00e9. Tranquilo. Sorrindo daquele jeito torto, cruel, satisfeito, como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Que porra foi essa? \u2014 Rand perguntou, voz falhando, tocando o pr\u00f3prio rosto como se procurasse a fratura que n\u00e3o existia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esse p\u00f3 \u00e9 do Parola mesmo? \u2014 Jota respondeu, pegando a mochila laranja do canto.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand olhou pro isqueiro na mesa. A chama tinha apagado. Mas ele tinha visto. Tinha sentido. Ou n\u00e3o? Tudo tava embaralhado. O p\u00f3. A luz azul. Os tr\u00eas futuros. A dor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eu\u2026 eu ia te bater \u2014 ele confessou, voz baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eu sei \u2014 Jota disse, jogando a mochila no ombro.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou pela mesa. Pegou o isqueiro amarelo com dois dedos, guardou no bolso da bermuda sem pressa. Rand viu o movimento. Viu o objeto sendo levado embora. O objeto que tinha acendido sozinho. O objeto que tinha quebrado o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Mas n\u00e3o bateu \u2014 Jota completou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Por que tu fez isso?<\/p>\n\n\n\n<p>Jota abriu a porta, luz da rua entrando amarela e fraca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Porque eu podia \u2014 ele respondeu. \u2014 E porque agora voc\u00ea nunca vai saber se foi real ou se foi a brisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiu.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Rand ficou sozinho na sala, tremendo, tocando a mand\u00edbula inteira. Sentou no ch\u00e3o. Olhou pro prato na mesa. Tocou o pr\u00f3prio rosto de novo. Ainda inteiro. Ainda m\u00f3vel. Ainda seu.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o som do osso partindo n\u00e3o sa\u00eda da cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E a sensa\u00e7\u00e3o do loop \u2014 preso eternamente no mesmo segundo \u2014 grudava na pele como suor frio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o sabia se tinha sido aviso, ilus\u00e3o ou miseric\u00f3rdia cruel.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 sabia que tinha visto o som de um osso partindo.<\/p>\n\n\n\n<p>E tinha preferido o sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pegou o prato com a m\u00e3o tremendo. Olhou pro resto do p\u00f3 grudado no fundo. Pegou o canudo amassado. Passou o dedo na beirada do prato, juntando os gr\u00e3os brancos numa linha torta, imperfeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Levou o canudo at\u00e9 o nariz.<\/p>\n\n\n\n<p>Encostou.<\/p>\n\n\n\n<p>E sentiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um microssegundo, talvez menos, talvez uma eternidade, a dor voltou. A mand\u00edbula quebrando. O som seco do osso partindo. O gosto de sangue enchendo a boca. Os dentes soltos. A dor atravessando do maxilar at\u00e9 a base do cr\u00e2nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Real.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ineg\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Rand largou o prato. A porcelana bateu no ch\u00e3o mas n\u00e3o quebrou. O canudo caiu. Ele se dobrou pra frente, m\u00e3os no rosto, respira\u00e7\u00e3o falhando.<\/p>\n\n\n\n<p>Vomitou.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma, duas, tr\u00eas vezes. Bile, \u00e1gua, nada. At\u00e9 n\u00e3o sobrar nada no est\u00f4mago. At\u00e9 doer o diafragma de tanto contrair.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed chorou.<\/p>\n\n\n\n<p>Chorou com a mand\u00edbula inteira, intacta, funcionando perfeitamente. Chorou com o rosto molhado de l\u00e1grima e cuspe e ranho. Chorou porque n\u00e3o sabia mais o que era real. Chorou porque o osso que n\u00e3o quebrou ainda do\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p>O trauma tinha ficado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem marca f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tinha ficado.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Minutos depois, na rua, Jota abriu a porta do Gol Bolinha, jogou a mochila laranja no banco do carona \u2014 caderno marrom batendo contra o painel. Sentou no banco afundado. O isqueiro amarelo tava no bolso da bermuda, quente como sempre. A camiseta regata vinho grudada nas costas de suor e adrenalina.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhou no retrovisor. Rand n\u00e3o tinha sa\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jota ficou triste.<\/p>\n\n\n\n<p>Ligou o motor.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo se acomodara de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>A marca ficou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A casa de Rand. Quintal na frente, dois cachorros soltos que ladravam pra qualquer movimento. 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